Economia

Impasse mantém-se na corrida ao FMI, nenhum candidato conseguiu maioria

Yuri Gripas

Segunda votação também foi inconclusiva.

A segunda ronda de votação para designar um candidato europeu à sucessão de Christine Lagarde, na liderança do Fundo Monetário Internacional (FMI), foi inconclusiva.

Nenhum dos dois candidatos - o holandês Jeroen Dijsselbloem, antigo presidente do Eurogrupo; e a búlgara Kristalina Georgieva, atual n.º2 do Banco Mundial - conseguiu a maioria qualificada necessária para a nomeação.

Jeroen Dijsselbloem

Jeroen Dijsselbloem

Francois Lenoir

Kristalina Georgieva

Kristalina Georgieva

Arnd Wiegmann

A lista de candidatos ficou reduzida a dois depois da retirada do governador do banco central finlandês, Olli Rehn, anunciada durante a tarde.

O antigo comissário europeu dos Assuntos Económicos seguiu o exemplo da ministra espanhola da Economia, Nadia Calviño, que depois da primeira votação e da ausência de uma maioria em favor de um dos candidatos, decidiu retirar a candidatura.

O ministro das Finanças português e presidente do Eurogrupo, Mário Centeno, foi o primeiro a retirar o nome da votação, na quinta-feira, alegando também que o fazia para facilitar o consenso europeu.

Tal como fonte ligada ao governo português explicou ontem à SIC, registou-se uma profunda divisão de votos em ambas as votações.

A estratégia do Governo passou por preservar a posição de Mário Centeno para que, numa escolha posterior, o atual presidente do Eurogrupo se apresente como candidato ao FMI, como explicou José Gomes Ferreira na SIC Notícias.

Desde a sua criação, em 1944, o FMI foi sempre dirigido por um europeu, enquanto o Banco Mundial foi sempre liderado por um americano.

Lagarde, a primeira mulher a liderar o FMI, deixa o cargo para substituir Mario Draghi como presidente do Banco Central Europeu (BCE).