Economia

Kristalina Georgieva é a candidata europeia para o FMI

Arnd Wiegmann

Búlgara é a atual n.º 2 do Banco Mundial.

A búlgara Kristalina Georgieva foi nomeada a candidata europeia para liderar o Fundo Monetário Internacional (FMI).

"Os Estados-membros da União Europeia chegaram a um acordo sobre o candidato a ser o próximo diretor-geral do FMI", anunciou Bruno Le Maire, ministro das Finanças francês, responsável pela coordenação do processo de eleição do candidato da UE.

O holandês Jeroen Dijsselbloem, único candidato além de Georgieva que ainda estava na corrida, desistiu e já felicitou a n.º 2 do Banco Mundial numa publicação na rede social Twitter:

As rondas de votação para designar um candidato europeu à sucessão de Christine Lagarde tinham sido inconclusivas, já que nenhum dos dois candidatos conseguiu a maioria qualificada necessária.

Ainda assim, a maioria simples foi suficiente dada a desistência de Dijsselbloem, antigo presidente do Eurogrupo.

56% dos países europeus apoiaram a candidatura da búlgara e apesar de Georgieva não cumprir o critério de idade, já que tem mais de 65 anos, haverá abertura dos Estados Unidos para alterar a regra.

© Brendan McDermid / Reuters

A lista de candidatos ficou reduzida a dois depois da retirada do governador do banco central finlandês, Olli Rehn, anunciada durante a tarde.

O antigo comissário europeu dos Assuntos Económicos seguiu o exemplo da ministra espanhola da Economia, Nadia Calviño, que depois da primeira votação e da ausência de uma maioria em favor de um dos candidatos, decidiu retirar a candidatura.

O ministro das Finanças português e presidente do Eurogrupo, Mário Centeno, foi o primeiro a retirar o nome da votação, na quinta-feira, alegando também que o fazia para facilitar o consenso europeu.

Centeno também já felicitou Georgieva através do Twitter:

Na Edição da Noite da SIC Notícias, a secretária-geral adjunta do PS, Ana Catarina Mendes, recusou a ideia de que Mário Centeno tinha como estratégia aguardar por uma segunda ronda de votação.

Já Francisco Louçã afirma que Mário Centeno nunca teve hipóteses de ser nomeado e que a estratégia de tentar passar a uma nova ronda de negociações falhou por completo.