Economia

Rio não veta "à partida" Centeno para governador do Banco de Portugal

Declarações do líder do PSD no 38.º Congresso do partido, em Viana do Castelo.

Rio não veta "à partida" Centeno para governador do Banco de Portugal
JOSÉ COELHO

O presidente do PSD afirmou este sábado que não veta "à partida" o nome de Mário Centeno caso o ministro das Finanças seja apontado para governador do Banco de Portugal, mas defendeu que a próxima administração "não pode ser monolítica".

Em entrevista à RTP, no decorrer do 38.º Congresso do PSD, que decorre em Viana do Castelo até domingo, Rui Rio foi questionado se aceitaria o nome de Mário Centeno para liderar o banco central.

"Não tenho que aceitar nem deixar de aceitar, o Governo, se quiser, ouve a oposição. Mais importante é a equipa como um todo e penso que é assim que o Governo está a pensar (...) Acho que essa administração do Banco de Portugal não pode ser monolítica, deve ser como neste momento, mais abrangente", afirmou.

Perante a insistência no nome de Mário Centeno, respondeu:

"Não veto à partida, pode haver melhores candidatos, deixe que o Governo na devida altura faça o que entender".

Na entrevista à RTP, Rio foi também questionado sobre a ideia defendida pelo eurodeputado Paulo Rangel de um referendo sobre a eutanásia, com o presidente do PSD a manifestar-se pessoalmente contra, mas sem excluir totalmente essa hipótese.

"Neste momento está agendado [o debate para 20 de fevereiro] , não há nada a fazer, não haverá referendo na próxima semana", disse, reiterando que haverá liberdade de voto na bancada do PSD na votação das várias iniciativas sobre o tema.

Mesmo com mais tempo, Rio foi cauteloso:

"Eu pessoalmente tendo a dizer que não, se o partido entender que esta matéria um dia deverá ser decidida por referendo, também não é antidemocrático", referiu.