Economia

Centeno e a polémica do Novo Banco: o filme de uma quase demissão

“Falha de comunicação” levou a uma crise política que durou vários dias.

O ministro das Finanças mantém-se no cargo, mas a prazo, pelo menos até ao final de junho. Na quarta-feira, Centeno estava preparado para anunciar a demissão, depois das críticas do Presidente da República à forma como foi feita a injeção de 850 milhões de euros no Novo Banco.

Já esta quinta-feira, Marcelo Rebelo de Sousa ligou a Mário Centeno para esclarecer o alegado "equívoco" nas declarações que fez.

Ao fim de três horas de reunião privada na noite de ontem em São Bento, o primeiro-ministro convenceu Centeno a ficar e a “falha de comunicação” ficou esclarecida.

Centeno garante que “não há falta de controlo” nas injeções ao Novo Banco

Esta quinta-feira no Parlamento, o ministro das Finanças garantiu que não há falta de controlo nas injeções de capital no banco e que qualquer injeção de capital é antecedida de auditorias, inspeções e comissões de acompanhamento.

Centeno fica, para já, mas Rio volta a insistir na demissão

Rui Rio não está satisfeito e considera que Centeno não tem condições para continuar no cargo. Foi isso que disse o presidente do PSD, que voltou esta quinta-feira a defender a demissão do ministro. Rui Rio escreveu no Twitter que o primeiro-ministro assumiu que, mesmo sem condições, um ministro pode manter-se no Governo.

Bloco quer que futuras injeções de capital no Novo Banco passem pelo Parlamento

Entretanto, o Bloco de Esquerda fez saber que vai apresentar um projeto no Parlamento para que futuras injeções de capital no Novo Banco tenham de passar pela Assembleia da República. Mariana Mortágua disse ainda que o partido vai avançar com uma proposta para proibir os bónus para os admistradores do antido BES.

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