Economia

"Não fui eu que peguei o fogo". Presidente do Novo Banco recusa favorecimentos na venda de ativos

Rita Rogado

Rita Rogado

Jornalista

António Ramalho esteve no Expresso da Meia Noite. Garantiu que o Novo Banco não vai precisar de mais injeções de capital, apesar da crise provocada pela pandemia.

O Presidente do Novo Banco garantiu, no Expresso da Meia Noite, não haver favorecimentos na venda de ativos.

Em relação aos imóveis do Porfólio Viriato, considerado o maior negócio imobiliário dos últimos anos, avançou que deu direito de preferência para a venda às autarquias. Afirma que apenas três se mostraram interessadas. As propriedades avaliadas em 631 milhões de euros foram vendidas abaixo de preço por 364 milhões. A diferença foi coberta pelo Fundo de Resolução.

No capítulo da venda de ativos, o Novo Banco é acusado de vender a seguradora Vida com um desconto de quase 70% a um empresário norte-americano acusado de corrupção. Uma queixa entregue ao regulador europeu do setor sugere um possivel conluio para lesar os constribuintes portugueses.

António Ramalho está há quatro anos à frente do Novo Banco. Deverá ser reconduzido na liderança, de acordo com o jornal Expresso deste sábado.

No Expresso da Meia Noite garantiu que, apesar da crise provocada pela pandemia, o Novo Banco não vai precisar de mais injeções de capital.

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