Economia

Diogo Lacerda Machado e Esmeralda Dourado demitem-se da TAP. Novo CEO já está escolhido

Rafael Marchante

Saídas dos dois gestores têm efeitos no final de abril.

Dois gestores da TAP, Diogo Lacerda Machado e Esmeralda Dourado, demitiram-se do conselho de administração da companhia aérea. A administração atual terminou o mandato a 31 de dezembro e todos os órgãos sociais vão ser renovados. O novo presidente executivo já está escolhido.

A SIC sabe que os dois gestores, Diogo Lacerda Machado e Esmeralda Machado, mostraram-se indisponíveis ao acionista Estado para continuar na administração, a partir de 30 de abril. Os mandatos terminaram no final de dezembro.

Diogo Lacerda Machado, advogado, foi quem liderou o processo negocial de reversão da privatização da TAP.

Estas saídas, com efeitos a partir do final de abril, acontecem no arranque do plano de reestruturação da companhia aérea.

Todos os órgãos sociais terminaram o mandato. Novo CEO está escolhido

A administração atual da TAP terminou o mandato a 31 de dezembro e todos os órgãos sociais vão ser renovados.

O novo presidente executivo já está escolhido e tem currículo no setor da aviação. O nome vai ser anunciado em breve, em conjunto com toda a nova equipa de gestão, mas só depois do plano de reestruturação da TAP ter sido aprovado em Bruxelas.

Na equipa de administradores executivos deverá também ficar o atual presidente executivo, Ramiro Sequeira, como vogal.

Já a continuação do atual presidente Miguel Frasquilho no cargo não é garantida. A SIC sabe que o Governo reconhece o trabalho do gestor, mas o quem vai assegurar o cargo ainda está em aberto.

Novo CEO da TAP "é estrangeiro e tem muita experiência de aviação a nível mundial"

O jornalista da SIC José Gomes Ferreira avançou na SIC Notícias que o novo presidente executivo da TAP, que deverá ser anunicado em breve, foi escolhido pelo Ministério das Infraestruturas e pela consultora internacional Korn Ferry.

A SIC sabe que é estrangeiro e tem "muita experiência" de aviação comercial a nível mundial.

"Quem vem, já vem seguramente no último terço de carreira e vem para um lugar que sabe que é sólido", afirmou José Gomes Ferreira.

Já sobre a saída de Esmeralda Dourado e Diogo Lacerda Machado, José Gomes Ferreira afirmou que se tratam de situações diferentes. Esmeralda Dourado terá outras atividades profissionais.

Saídas de Lacerda Machado e Esmeralda Dourado da TAP são o "culminar de uma debandada"

O diretor executivo do jornal ECO, Pedro Sousa Carvalho, considera que a demissão dos dois gestores da TAP Diogo Lacerda Machado e Esmeralda Dourado são o "culminar de uma espécie de debandada" na companhia aérea.

Na Edição da Noite, lembra que é "de bom tom" que a anterior administração não saia antes de ser reconduzida ou antes da tomada de posse da nova administração. Acrescenta também que, dos 11 elementos iniciais, só restam quatro.

Sobre a incerteza quando à continuação do atual presidente Miguel Frasquilho, o jornalista do ECO considera que vai pesar na decisão ter liderado o processo de reestruturação, com Ramiro Sequeira, "ter dado a cara do ponto de vista político" e estar à frente das negociações com Bruxelas.

O princípio da “nova” TAP? Companhia aérea entra em lay-off por um ano

A TAP está sob os acordos de emergência que visam garantir a reestruturação da empresa. Para já, a companhia entra em lay-off, mas o objetivo é reduzir o número de trabalhadores através de rescisões ou reformas antecipadas.

Cada trabalhador terá já sido informado, no último fim de semana, da situação concreta de redução de horário que se aplica já neste mês de março a todo o pessoal de terra e tripulantes.

O Governo considerou que os sindicatos terem aceitado os acordos de emergência foi o passo essencial para fechar um período muito exigente, que ainda foi apenas o início de um plano que, ao longo das próximas semanas, o Ministério das Infraestruturas continuará a negociar com a Comissão Europeia.

Governo satisfeito com o acordo entre pilotos, tripulantes e a TAP

O Governo mostra-se satisfeito com o entendimento alcançado na TAP entre os sindicatos e a administração da empresa. A companhia aérea avançou com lay-off na segunda-feira.

Depois de pilotos e tripulantes terem assinado o acordo de emergência, o ministro das Infraestruturas emitiu um comunicado em que afirma que se fechou "um ciclo muito exigente para a empresa, que implica um espírito de sacrifício dos trabalhadores".

Pedro Nuno Santos considera que o acordo simboliza um compromisso em relação ao futuro da companhia e acredita que no fim do processo, a TAP passe a ser uma empresa autónoma e sustentável.

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