Economia

Autoridade Tributária não teve intervenção prévia na venda das barragens da EDP 

Fisco sobre do negócio "pelo mercado". 

A diretora-geral da Autoridade Tributária diz que foi opção da EDP e da Engie dispensar uma inspeção prévia do fisco ao negócio das barragens no Barragens.

Ouvida esta quarta-feira, no Parlamento, Helena Borges não adiantou muito mais sobre o que podia a Autoridade Tributária ter feito para impedir que não tivessem sido cobrados impostos na operação.

A audição aconteceu após um requerimento apresentado pelo PS, que foi aprovado por unanimidade, numa altura em que deputados dos partidos da oposição têm levantado dúvidas sobre a operação, nomeadamente sobre o facto de a EDP não ter pagado o Imposto do Selo no valor de 110 milhões.

Em 13 de novembro de 2020 foi anunciado que a Agência Portuguesa do Ambiente tinha aprovado a venda de barragens da EDP (Miranda, Bemposta, Picote, Baixo Sabor e Foz-Tua) à Engie.

A EDP concluiu, em 17 de dezembro, a venda por 2,2 mil milhões de euros de seis barragens na bacia hidrográfica do Douro a um consórcio de investidores formados pela Engie, Crédit Agricole Assurances e Mirova.