Economia

"Penoso socialmente, politicamente e financeiramente". Como Centeno descreve o processo BES/Novo Banco

Carlos Rosa

Carlos Rosa

Repórter de Imagem

Ex-ministro das Finanças disse ainda no parlamento que quando o Novo Banco foi criado não era "um banco bom" e "foi preciso fazer dele um bom banco".

O atual governador do Banco de Portugal e ex-ministro das Finanças, Mário Centeno, diz que o processo que envolve o BES e o Novo Banco tem sido "penoso socialmente, politicamente e financeiramente".

Ouvido esta tarde na comissão parlamentar de inquérito ao Novo Banco, Centeno disse que, quando foi criado, o Novo Banco não era "um banco bom" e que "foi preciso fazer dele um bom banco".

Ministro das Finanças no momento em que o banco foi vendido, Mário Centeno diz que nunca descartou a nacionalização mas explica que os custos seriam demasiado elevados.

"A estimativa inicial, se adotassemos uma estratégia de nacionalização, andavam entre os 4 e os 5 mil milhões de euros. Já não era o Fundo de Resolução nem esta contribuição que iam financiar o impacto que os problemas do balanço do Novo Banco trariam para o Estado. Ou seja, a avaliação que fizemos na altura, é que esses custos eram muito superiores", explica.

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