Fecha-se um capítulo na história energética do país: a central a carvão do Pego, em Abrantes, produziu eletricidade pela última vez na manhã de sexta-feira.
Depois de 28 anos a gerar energia elétrica, as Torres da Central Termoelétrica do Pego deixaram de funcionar. O esgotamento das reservas de carvão antecipou o fim da produção de energia.
Portugal passa assim a ser um dos primeiros países do mundo a não ter em funcionamento centrais nucleares ou a carvão. É também o cumprir de uma promessa de António Costa, de um novo ciclo para o país, agora dependente das renováveis e das centrais a gás natural para a produção de eletricidade.
Passará agora a ter de recorrer à importação de energia de outros países – como Alemanha, Espanha ou França – que ainda a produzem com base no carvão e que só prometem parar em 2030.
Os cerca de 150 trabalhadores da central Termoelétrica enfrentam agora o desemprego. Há dois meses que as rescisões de contratos começaram a ser negociadas.
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