Portugal tem mais de 24 mil vagas de emprego por preencher, o que representa um aumento de 54% em relação ao ano passado. O alojamento, a restauração e a construção são os principais setores sem mão-de-obra.
Os dados são avançados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP): até final de outubro, havia mais de meio milhão de pedidos de emprego, mas sobraram cerca de 24.000 postos de trabalho.
Embora os pedidos tenham descido face ao mesmo período de 2020, as vagas por ocupar subiram 54%, um aumento considerável e próximo do máximo atingido há quatro anos – quando foram registadas perto de 25 mil vagas sem ocupação.
Este desajuste entre a procura e a oferta afeta determinados setores: encontrar trabalhadores para o setor da restauração, por exemplo, demora agora o dobro do tempo. Os salários pouco atrativos explicam parte do problema.
Nem todas as ofertas passam pelas plataformas do IEFP, o que significa que o número de vagas por ocupar pode ser ainda mais alto.
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