Economia

Apoio a pensionistas compensa a descida da atualização, mas em 2024 podem ficar prejudicados

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O Governo anunciou o pagamento de 50% da pensão em outubro e uma atualização em janeiro de cerca de 4%.

Com as medidas anunciadas esta segunda-feira pelo Governo, os pensionistas não vão perder nem ganhar mais do que já estava previsto este ano e no próximo. As perdas chegam a partir de 2024, quando a atualização das pensões será menor do que era suposto.

Se fórmula usada todos os anos fosse também aplicada em 2023, as pensões poderiam subir cerca de 8% em janeiro. Mas o Governo decidiu dar parte desse aumento já em outubro. Um reformado com 500 euros, por exemplo, vai receber, de uma só vez, o valor de meia pensão – ou seja, 250 euros.

Mas isto significa também que, no próximo ano, em vez dos tais 8%, como se previa, a subida das pensões não deverá chegar sequer aos 4,5%. Se a lei fosse aplicada, a pensão de 500 euros passava em janeiro a 540. Com esta medida, fica nos 522 euros – menos 18 euros por mês, que soma 250 por ano.

O mesmo acontece com um reformado que recebe 1.000 euros. Neste caso, como é uma pensão mais alta a percentagem de aumento é mais baixa. No próximo ano, esta pensão devia subir para os mil e 1.076 euros , mas fica nos 1.041 euros – a diferença corresponde aos 500 euros pagos antecipadamente

O problema não é 2023. A questão que se coloca é o que vai acontecer nos anos seguintes, uma vez que os futuros aumentos das reformas vão ser calculadas a partir de uma base menor. Contas divulgadas pelo jornal Expresso mostram que um reformado pode perder, em média, 600 euros por ano até ao final da vida.

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