Economia

Dívida pública deve descer para os 110,8% do PIB

Dívida pública deve descer para os 110,8% do PIB
Kinga Krzeminska

Previsão do Governo no cenário macroeconómico para 2023.

O Governo prevê uma descida da dívida pública para os 110,8% do PIB no final do próximo ano.

O objetivo consta do cenário macroeconómico do Orçamento do Estado para 2023, que é esta sexta-feira apresentado aos partidos e é avançado pelo jornal Público.

A confirmar-se, a dívida pública vai descer para valores abaixo dos de 2011, ou seja, antes da intervenção da troika, em Portugal.

Já as previsões para o défice são de 1,9% este ano e de 0,9% no final de 2023.

Quanto à economia portuguesa, este ano deve terminar com um crescimento de 6,5%, mas no próximo ano o PIB deve baixar para os 1,3%.

Custo de vida vai manter-se em níveis recorde

O custo de vida vai manter-se em níveis recorde. O Banco de Portugal prevê que a inflação se fixe em 7,8%, este ano, a pior estimativa até agora. Mas o Banco Central também diz que a economia vai crescer ligeiramente acima do previsto.

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O Banco de Portugal aponta para um crescimento de 6,7%, mais 4 décimas do que previa em junho. Uma subida que se explica sobretudo pela rápida recuperação do turismo e pelo consumo das famílias que voltaram a níveis pré pandemia.

A inflação volta a subir. Em junho, as previsões apontavam para 5,9, mas afinal deve ficar nos 7,8%, o pior dos cenários até agora traçados.

O Governo aponta para 7,4 e o Conselho das Finanças Públicas 7,7%.

Apesar da subida é um valor que continua abaixo da média da Zona Euro.

O Banco de Portugal diz, no entanto, que o pico já terá passado e que se notam alguns sinais de alívio.

O desemprego deverá crescer ligeiramente e passar de uma estimativa de 5,6% para 5,8.

Com o investimento a abrandar, a situação só não é pior porque os portugueses estão a usar as poupanças acumuladas durante a pandemia.

O regulador diz estar atento à subida das taxas de juro, mas mantém a convicção que o risco de incumprimento das famílias em pagar os créditos continua a ser muito baixo. Não avança com projeções para 2023, mas assume que a economia vai desacelerar de forma significativa.

Preço do cabaz alimentar aumentou 15% num ano e pode vir a subir mais

O preço da carne e dos cereais aumentou mais de 20% num ano. O dos lacticínios e dos vegetais, mais de 10%. Até beber um simples café ficou mais caro.

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É cada vez mais difícil encontrar um sítio em que o preço do café não tenha subido nos últimos meses. Segundo os números do Eurostat, um expresso custa mais 5 a 10 cêntimos. O café está 10,5% mais caro em Portugal. Café, açúcar, energia, ficou tudo mais caro.

No caso da eletricidade e do gás, os novos preços entraram em vigor no início deste mês. A próxima fatura pode trazer uma surpresa desagradável. Quem se habituou a aquecer a casa com recurso a pellets também vai pagar mais.

O cabaz alimentar está cada vez mais caro: o Banco de Portugal diz que encareceu 15% num ano e pode vir a subir ainda mais.

O preço dos combustíveis voltou a subir esta semana e o novo ano trará subida no preço das portagens, atualizado ao valor da inflação de outubro. Usando, para o cálculo, o valor de setembro - mais de 9% - uma viagem entre o Porto e Lisboa ou entre Lisboa e Faro pode ficar 2€ mais cara, passando a custar quase 25€.

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