Economia

"Maria Antonieta, eu?" Eis a reação da CEO da TAP à alcunha

"Maria Antonieta, eu?" Eis a reação da CEO da TAP à alcunha
João Relvas/Lusa

A alcunha foi dada, no Parlamento, pelo Sitava que comparou a administração da TAP a uma célebre frase de Maria Antonieta. E hoje a CEO da companhia respondeu.

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A presidente da TAP diz que uma greve de pilotos ou de tripulantes seria um desastre para a companhia e poria em causa o trabalho de recuperação feito até agora. Apesar dos lucros conseguidos no período de verão, a TAP continua com prejuízos no total do ano.

"Espero que me cortem a cabeça (…) não sabia que era a Maria Antonieta, descubro coisas todos os dias."

A presidente da TAP não sabia da alcunha que foi lançada há menos de um mês no Parlamento pelo maior sindicato de trabalhadores da companhia, o Sintava.

A gestão da TAP, disse Fernando Henriques, coordenador do Sitava, está “alheada da realidade” e do sentimento dos portugueses em relação ao futuro da companhia. A situação faz lembrar, acrescentou, “a falta de noção” de Maria Antonieta, “conterrânea” da presidente-executiva da TAP.

“Infelizmente a TAP tem uma gestão que vive numa bolha alheada da realidade, do sentimento dos portugueses e dos trabalhadores. Faz-nos lembrar um bocado a falta de noção de uma conterrânea da Sra. presidente-executiva da TAP, a Maria Antonieta que disse ‘não têm pão, comam brioche’”, disse Fernando Henriques.

E, pois que hoje, a CEO da TAP assegurou: “Não me revejo minimamente nessa personagem histórica, mas é o que é". O que parece não ser possível para a presidente da TAP são possíveis eventos que dificultem o caminho de recuperação da empresa.

“Uma greve seria um desastre, porque iria prejudicar todo o bom trabalho por parte de todos os funcionários da empresa. Não é a altura certa. Nunca é a altura certa (…) No que toca à tripulação de cabine, não compreendo. Compreendo que é difícil aceitar os cortes para todos os funcionários, mas é um plano e o acordo de emergência foi assinado pelos sindicatos em 2021, portanto não foi assim há tanto tempo”, explicou a presidente da TAP.

A companhia aérea portuguesa recuperou no período do verão com lucros de mais de 111 milhões de euros entre junho e setembro. Contudo, o início do ano foi tão negativo que estes resultados ainda não chegam para tirar a empresa dos prejuízos no total do ano.

A direção executiva assume que os desafios até dezembro são alguns e vão ter de lidar com um pico de pedidos de baixas médicas para o período de Natal. “Há um aumento de pedidos para o período de Natal, mas não é o primeiro ano em que isso acontece. Mas, este ano, é ainda mais”, esclareceu Christine Ourmières-Widener.

O sindicato diz que podem ser cancelados perto de 400 voos até ao final do ano, mas a companhia não confirma. Afirma ainda que não tem o plano fechado.

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