Economia

Vistos gold criaram apenas 280 postos de trabalho em 10 anos

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Este ano, pela primeira vez em Portugal, em vez de chineses, foram concedidos mais vistos gold a norte-americanos.

Os vistos gold têm um peso cada vez menor no imobiliário e, numa década, o programa de atribuição de residência criou apenas 280 postos de trabalho. Este ano, pela primeira vez em Portugal, em vez de chineses, foram concedidos mais vistos gold a norte-americanos.

Desde sempre dominada pelos chineses, a lista dos que mais procuram os vistos gold é agora liderada pelos norte-americanos, com 162 autorizações de residência concedidas até setembro. Seguem-se os chineses com 160 e em terceiro lugar os brasileiros.

Os dados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, avançados pelo jornal Público, confirmam no entanto que, ao serem analisados os 10 anos de vistos gold, a China mantém-se como líder com cerca de metade das autorizações de residência.

Numa década, o investimento em imobiliário através dos vistos gold representa 3,5% do montante total investido no mercado, mas nos últimos anos o peso tem vindo a reduzir e este ano representa apenas 1,5%, o valor mais baixo de sempre. Chegou a atingir os 10% quando o programa alcançou o ponto mais alto em 2014.

Os números do SEF não clarificam qual o tipo de imóvel nem a região do país, mas esclarecem que, em 10 anos, o programa só criou 280 postos de trabalho.

Para o primeiro-ministro, o programa já cumpriu a sua função.

O impacto do fim dos visto gold não deve afetar o investimento norte-americano. Grande parte chega através e um outro visto, o D7, que concede autorização de residência a pensionistas, titulares de rendimentos passivos e cidadãos que pretendem trabalhar no país.

Criado em 2012, o programa dos vistos gold concedeu quase 11 mil e 200 autorizações de residência, a maioria conseguiu o visto com a compra de imóveis, 836 em transferências de dinhei e apenas 22 com a criação de postos de trabalho.

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