Abusos na Igreja Católica

Outras declarações polémicas do Presidente da República

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Nos últimos meses, a propósito dos abusos sexuais na Igreja, várias intervenções de Marcelo Rebelo de Sousa provocaram estupefação.

Não é a primeira vez que o Presidente da República, assumidamente católico, faz declarações que colidem com o respeito pelo Estado laico. Nos últimos meses, a propósito dos abusos sexuais na Igreja, várias intervenções de Marcelo Rebelo de Sousa provocaram estupefação.

No final de julho, quando o jornal Observador noticiou que o Patriarcado de Lisboa terá omitido uma denúncia de abusos sexuais de menores cometidos por um padre, Marcelo foi questionado pelos jornalistas e respondeu ao dizer que duvidava que D. José Policarpo e D. Manuel Clemente tivessem ocultado da justiça a prática de um crime.

Na altura, as declarações causaram alguma perplexidade.

No início deste mês, o Ministério Público confirmou estar a investigar o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa D. José Ornelas por alegado encobrimento de abusos sexuais, referindo ter recebido sobre esta matéria uma "participação provinda da Presidência da República".

A investigação já decorria quando o chefe de Estado telefonou a D. José Ornelas a avisá-lo sobre a denúncia que enviou para a Procuradoria-Geral da República. Quando se soube do telefonema, Marcelo Rebelo de Sousa tentou por várias vezes justificar o contacto.

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