Afeganistão

Afeganistão. "Um dia a mais implica um risco maior e será fundamental não adiar o prazo"

Opinião

Germano Almeida analisa a situação que se vive no Afeganistão e as consequências do atentado desta quinta-feira.

A tensão aumenta no Afeganistão. A data de saída dos militares norte-americanos e internacionais – dia 31 de agosto – está cada vez mais próxima e há ainda milhares de pessoas a tentar abandonar o país. Esta quinta-feira, duas explosões, reivindicadas por um grupo rival dos talibã, mataram dezenas de pessoas, entre as quais militares dos EUA e membros talibã.

Para Germano Almeida, comentador da SIC Notícias, este acontecimento “prova que muito dificilmente os americanos vão conseguir evacuar toda a gente”. Afirma ainda que o Presidente Joe Biden está entre contradições: a promessa de retirar todos os norte-americanos e afegãos que colaboraram com as tropas internacionais e, ao mesmo tempo, cumprir o prazo de saída dos militares.

“O dia de ontem [quinta-feira] mostrou como um dia a mais implica um risco maior e que será fundamental não adiar esse prazo. É com essa contradição que neste momento Joe Biden tem de saber lidar”, afirma

Além disso, os atentados reivindicados pelos Daesh, mostram que os talibã “estão longe de ter a situação controlada”. Germano Almeida sublinha ainda que as “ilusões” que o grupo extremista tentou passar, de que iria respeitar as mulheres e os direitos humanos, terminaram e que se aguarda um retrocesso civilizacional.

Acabaram em poucos dias as ilusões da narrativa dos talibã 2.0, que tinham aprendido nestas duas décadas e que iam respeitar as mulheres e os direitos humanos. Isso rapidamente se percebeu que simplesmente não vai acontecer”, afirma

Sobre a NATO, o comentador considera que esta situação foi uma “grande derrota” que penaliza também a estratégia de Joe Biden de um regresso às alianças transatlânticas – uma das promessas feitas no início da sua presidência.

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