Eleições Autárquicas

Debate entre os sete candidatos à Câmara do Porto

Do caso Selminho à problema da habitação, veja aqui o debate na íntegra com os candidatos às eleições Autárquicas.

O caso Selminho – onde o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, é arguido – foi um dos primeiros assuntos abordados no debate dos sete candidatos à Invicta. No entanto, os vários candidatos remeteram esse tópico para a justiça. A habitação e a mobilidade na cidade foram os tópicos que aqueceram o debate.

Rui Moreira começou por afirmar que a sua família “nada ganhou” com a cedência do terreno em questão e afirma que o caso foi tratado, na altura, pelo advogado nomeado pelo antigo executivo autárquico, liderado por Rui Rio.

A candidata do PAN, Bebiana Cunha, afirma que este caso “trouxe uma nuvem negra sobre a gestão municipal”, enquanto Sérgio Aires, pelo Bloco de Esquerda, sublinha que, no lugar de Rui Moreira, “não se teria candidatado”.

Mas foi a habitação que aqueceu o debate. Rui Moreira começou por dizer que o Porto é o município com mais habitação social, avançado que tem 13%. Mas Sérgio Aires, negou estes dados, afirmando que esse valor corresponde a 13% da população residente, havendo 9% de habitação social.

Para a CDU, representada pela vereadora Ilda Figueiredo, o que é necessário é recuperar 3.000 fogos para habitação social, “regular o turismo, o alojamento local, mas, sobretudo, construir e recuperar habitação degradada – pública ou provada”.

O Bloco de Esquerda vai mais longe – defendendo que “quanto mais melhor” – e exige que sejam recuperados 5.000 fogos para evitar o envelhecimento da cidade. Para Bebiana Cunha, o que faltou foi “implementar uma estratégia local de habitação que resolva os problemas”.

Já Vladimiro Feliz, candidato do PSD, acusa a Câmara de exercer em excesso o direito de preferência em edifícios que estão a ser vendidos e defende o mercado imobiliário livre.

"Se a câmara deixar de funcionar como agente imobiliário intervindo na compra de edifícios que poderiam estar a funcionar no mercado, não teríamos tantos problemas de acesso à habitação", diz Vladimiro Feliz.

A afirmação não agradou a Ilda Figueiredo que pediu a palavra a Clara de Sousa para defender esta prática. Afirma que algumas das iniciativas partiram da CDU com o objetivo de “defender moradores que estavam a ser ameaçados de despejo”.

► Mobilidade e as ciclovias

Quando o assunto foi a mobilidade, as críticas a Rui Moreira vieram de vários lados. Tiago Barbosa começou por mostrar imagens onde mostra o reduzido tamanho da faixa de bus em vários pontos da cidade. Acusou ainda o autarca de prejudicar a mobilidade.

Vladimiro Feliz cita um estudo da TomTom que avança que o Porto é “a pior cidade da Península Ibérica em termos de mobilidade”. Para melhorar a mobilidade, afirma que a sua candidatura tem 275 medidas nesta área.

O PAN defende uma aposta em políticas para retirar automóveis da cidade, mas pede respostas eficiências nos transportes públicos. Bebiana Cunha defende que haja um conceito de intermodalidade de forma a ligar toda a cidade.

Sérgio Aires aposta na redução da velocidade dos automóveis na cidade para melhorar a mobilidade na cidade e para reduzir o número de atropelamentos de peões. Já Ilda Figueiredo defende um investimento nos transportes, tornando-os tendencialmente gratuitos.

Também gratuitos é o que defende António Fonseca, mas num período experimental de seis meses. Para o candidato do Chega, o objetivo da medida é perceber se as pessoas deixam os veículos caso possam andar nos transportes sem custos.

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