Eleições Autárquicas

"Com essa gente não é possível nenhum diálogo": Assis acusa Chega de comportamento "miserável"

Francisco Assis garante que é impossível manter qualquer diálogo com o Chega para o governo das câmaras municipais. O eurodeputado socialista, que discursou no comício do PS Braga, acusa o Chega de ter um comportamento miserável na vida política com o único objetivo de colocar os portugueses uns contra os outros.

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E finalmente, a três dias das eleições, alguém decide pronunciar o nome do elefante que se passeia entre as porcelanas destas eleições autárquicas.

“Há quem diga que não se deve falar muito do Chega. Eu tenho uma tese contrária. Nós temos a obrigação de enfrentar aquele que é o nosso inimigo do ponto de vista do regime democrático. Temos a obrigação de os denunciar, temos a obrigação de os combater, temos a obrigação absoluta de desconstruir aquilo que é o discurso desse partido”, disse Francisco Assis, secretário-geral do PS.

Estamos em Braga, onde os votos no Partido de Ventura até podem ajudar o PS a roubar a Câmara ao PSD. Mas pelo país fora, é o Partido Socialista que tem mais câmaras, com os riscos que o voto de protesto pode trazer.

“A única missão do Chega é pôr os portugueses uns contra os outros. É criar estigmas. É lançar labéus contra determinados setores, minorias, os imigrantes, etc. Ora, isso é o mais fácil, é o mais cobarde, é o mais miserável que se pode fazer na vida política. E com essa gente não é possível nenhum diálogo. E por isso eu estou convencido que nós vamos assistir no próximo domingo ao primeiro grande apagão eleitoral do Chega na vida política portuguesa”, disse Francisco Assis, secretário-geral do PS.

José Luís Carneiro nunca pronunciou o nome deste adversário, nem indiretamente o trouxe para a campanha. E até tratou de salvar o Governo e o PSD de terem de negociar o Orçamento do Estado com o Chega.

“Nós vamos contribuir para a estabilidade política do nosso país, porque é isso que as pessoas querem, é que sejamos capazes de contribuir para a estabilidade política. Mas nós, quando olhamos para aquela proposta de Orçamento de Estado, ela é muito clara. Há uma desigualdade muito forte na distribuição dos sacrifícios que são pedidos aos portugueses e aos portugueses”, disse Francisco Assis, secretário-geral do PS.

Política Nacional de Fora, a noite foi quase toda para apoiar uma velha guarda do PS na Batalha de Braga. 

Braga é uma das principais esperanças do PS para o próximo domingo. Um concelho onde o candidato da AD é o filho do dono da gasolineira e cliente da Spinumviva de Luís Montenegro. Um facto sobre o qual não foi dita uma única palavra neste comício.

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