Coronavírus

Maratona de Tóquio tem 38.000 inscritos mas só aceita pouco mais de 200 atletas de elite

Shizuo Kambayashi

Surto do novo coronavírus obrigou os organizadores da prova a autorizarem a participação de atletas profissionais do mais alto nível.

Especial Coronavírus

Auatqruia de Tóquio já tinha apelado à não-participação de chineses

Os organizadores da Maratona de Tóquio decidiram permitir apenas autorizar a participação de atletas de elite por temerem a disseminação do novo coronavírus no Japão, onde o número de casos é grande.

A maratona de Tóquio, marcada para o dia 01 de março, tem cerca de 38.000 participantes inscritos, mas após esta decisão apenas pouco mais de 200 atletas profissionais do mais alto nível podem participar no evento, de acordo com a imprensa local de hoje.

Um porta-voz do governo de Tóquio confirmou à agência de notícias espanhola Efe que a organização está a considerar a medida "porque devem ser tomadas o mais rápido possível" por razões logísticas, sem confirmar ou negar as informações.

Por outro lado, a organização confirmou que está a planear fazer uma declaração oficial nas próximas horas.

A decisão ocorre alguns dias depois de o governo da capital ter pedido aos atletas chineses para não participarem na corrida como medida para conter a propagação do vírus.

A Maratona de Tóquio é um evento de qualificação para os Jogos Olímpicos, que decorrerá na cidade em julho e vários atletas japoneses procuram ocupar um dos lugares disponíveis, incluindo Suguru Osako e Yuta Shitara.

Menos de seis meses após o início do evento olímpico, o surto de coronavírus COVID-19, com foco na cidade chinesa de Wuhan, já afetou vários eventos desportivos, embora o Comité Olímpico Internacional (COI) e a organização Tokyo 2020 terem reiterado que não foi considerado o cancelamento dos Jogos.

O coronavírus Covid-19 provocou já 1.669 mortos e infetou cerca de 69.200 pessoas a nível mundial.

A maioria dos casos ocorreu na China, onde a epidemia foi detetada no final do ano.

O coronavírus provocou 1.886 mortos e infetou mais de 72 mil pessoas a nível mundial.A maioria dos casos ocorreu na China, onde a epidemia foi detetada no final de 2019.

Além das vítimas mortais na China continental, há a registar um morto na região chinesa de Hong Kong, um nas Filipinas, um no Japão, um em França e um em Taiwan.

As autoridades chinesas isolaram várias cidades da província de Hubei, no centro do país, para tentar controlar a epidemia, medida que abrange cerca de 60 milhões de pessoas.

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