Coronavírus

Homens disfarçados de polícias burlam estudantes chineses em França

Rafael Yaghobzadeh

"Estudantes foram multados em 150 euros por violarem a lei que proíbe a ocultação do rosto em espaços públicos", revela a embaixada.

Especial Coronavírus

Estudantes chineses em França foram alvo de fraude por homens que se fizeram passar por polícias e os multaram com base na lei que proíbe o uso do véu completo, denunciou hoje a embaixada chinesa em Paris.

"Os estudantes (...) foram multados em 150 euros pela 'polícia' por violarem a lei que proíbe a ocultação do rosto em espaços públicos", apontou a embaixada no seu portal oficial.

A conselho das autoridades de saúde chinesas, quase toda a gente usa máscaras cirúrgicas e de proteção nas cidades do país asiático, como forma de prevenção contra o surto do Covid-19, que surgiu em Wuhan, no centro da China, em dezembro.

Em França, no entanto, o Governo não recomenda o uso e são sobretudo os chineses radicados no país ou em turismo que usam máscara em público.

"Após ter averiguado com a polícia e a Justiça francesas, foi apurado que se trataram de criminosos que se fizeram passar por polícias. Usar máscara por razões de saúde é absolutamente legal", assegurou a embaixada, em comunicado.

A França foi o primeiro país europeu a banir o uso do véu em espaços públicos, com uma lei promulgada em outubro de 2010 pelo ex-Presidente Nicolas Sarkozy e aplicada desde abril de 2011.

A legislação pune com multa até 150 euros o uso do 'niqab', véu que mostra apenas os olhos, ou a burca, que os esconde atrás de um tecido de malha.

A embaixada da China também denunciou criminosos que se fazem passar por funcionários dos serviços de saúde para invadir e roubar as casas de cidadãos chineses que vivem no país.

A diplomacia chinesa pediu aos seu cidadãos que "fiquem atentos" face a pessoas que alegam agir em nome de medidas preventivas contra o coronavírus.

MAPA INTERATIVO MOSTRA EM TEMPO REAL OS PAÍSES AFETADOS PELO CORONAVÍRUS

A epidemia de Covid-19 foi detetada em dezembro, na China, e já provocou mais de 3.800 mortos.

Cerca de 110 mil pessoas foram infetadas em mais de uma centena de países, e mais de 62 mil recuperaram.

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