Coronavírus

Festival Tremor, em São Miguel, foi cancelado devido ao coronavírus

Ia acontecer entre 31 de março e 05 de abril.

Especial Coronavírus

O Festival Tremor, que ia acontecer entre 31 de março e 05 de abril, em São Miguel, e já tinha a lotação esgotada, foi hoje cancelado, respeitando as diretrizes de contenção do novo coronavírus.

"É inegável a situação de excepção que vivemos neste momento a nível mundial, que nos obriga a todos a adoptar medidas preventivas para evitarmos situações que possam acarretar consequências negativas para a saúde pública das populações nos territórios em que vivemos", justificou hoje a organização do festival em comunicado enviado às redações.

O cancelamento do evento vem no seguimento das diretrizes da Direção Geral da Saúde e do Governo dos Açores, que ontem cancelou todos os eventos promovidos pelo executivo até 31 de março, e aconselhou as outras entidades públicas e privadas que fizessem o mesmo.

A organização do festival garante a devolução do valor dos bilhetes, e adianta ainda que, "após o prazo de 30 dias, os bilhetes não reclamados transitam automaticamente para a edição de 2021 do Tremor".

O novo coronavírus responsável pela Covid-19 foi detetado em dezembro, na China, e já provocou mais de 4.600 mortos em todo o mundo, levando a Organização Mundial de Saúde a declarar a doença como pandemia.

O número de infetados ultrapassou as 125 mil pessoas, com casos registados em cerca de 120 países e territórios, incluindo Portugal, que tem 78 casos confirmados.

A China registou nas últimas 24 horas 15 novos casos de infeção pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), o número mais baixo desde que iniciou a contagem diária, em janeiro.

Até à meia-noite de quarta-feira (16:00 horas em Lisboa), o número de mortos na China continental, que exclui Macau e Hong Kong, subiu em 11, para 3.169. No total, o país soma 80.793 infetados.

Face ao avanço da pandemia, vários países têm adotado medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena inicialmente decretado pela China na zona do surto.

A Itália é o caso mais grave depois da China, com mais de 12.000 infetados e pelo menos 827 mortos, o que levou o Governo a decretar a quarentena em todo o país.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) atualizou hoje o número de infetados, que registou o maior aumento num dia (19), ao passar de 59 para 78, dos quais 69 estão internados.

A região Norte continua a registar o maior número de casos confirmados (36), seguida da Grande Lisboa (17) e das regiões Centro e do Algarve (três cada).

O boletim divulgado hoje assinala também que há 133 casos a aguardar resultado laboratorial e 4.923 contactos em vigilância, mais 1.857 do que na quarta-feira. No total, desde o início da epidemia, a DGS registou 637 casos suspeitos.

O Conselho Nacional de Saúde Pública recomendou na quarta-feira que só devem ser encerradas escolas públicas ou privadas por determinação das autoridades de saúde.

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, considerou que esta recomendação "faz sentido" e que o encerramento de escolas será feito de forma casuística "analisando o risco, caso a caso, situação a situação".

Várias universidades e outras escolas já decidiram suspender as atividades letivas.

As medidas já adotadas em Portugal para conter a pandemia incluem, entre outras, a suspensão das ligações aéreas com a Itália, a suspensão ou condicionamento de visitas a hospitais, lares e prisões, e a realização de jogos de futebol sem público.Ainda não foram registados casos nos Açores.

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