Coronavírus

OMS procura financiamento de 600 milhões de euros para combater pandemia

Patrick Doyle

À medida que o surto evolui, "é previsível que as necessidades de financiamento aumentem".

A Organização Mundial de Saúde (OMS) pretende angariar pelo menos 675 milhões de dólares (cerca de 600 milhões de euros), numa inédita campanha de angariação de fundos através de empresas, fundações e particulares para combater o novo coronavírus.

Segundo este organismo das Nações Unidas, o valor de 675 milhões de dólares será usado só no mês de abril em "esforços de resposta" no combate ao novo coronavírus, que já infetou mais de 140 mil pessoas em todo o mundo e já provocou 5.347 mortes em 124 países e territórios, sendo esta uma ação histórica da OMS para angariar fundos para combater uma pandemia mundial.

A OMS sublinha que, à medida que o surto evolui, "é previsível que as necessidades de financiamento aumentem" e, por isso, as contribuições para o fundo terão um papel fundamental no apoio aos países, incluindo "rastrear e entender a propagação do vírus" e "garantir que os doentes recebam os cuidados de que precisam e que os profissionais da linha de frente obtenham suprimentos e informações".

O novo coronavírus responsável pela Covid-19 foi detetado em dezembro, na China, e já provocou mais de 5.000 mortos em todo o mundo, levando a Organização Mundial de Saúde (OMS) a declarar a doença como pandemia.

O número de infetados ultrapassou as 140 mil pessoas, com casos registados em mais de 124 países e territórios, incluindo Portugal, que tem 112 casos confirmados.

A China registou nas últimas 24 horas 20 novos casos de infeção pelo novo coronavírus e sete novas mortes(SARS-CoV-2).

A Comissão Nacional de Saúde informou que até à data 64.111 pessoas receberam alta após terem superado a doença.

Face ao avanço da pandemia, vários países têm adotado medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena inicialmente decretado pela China na zona do surto.

A Itália é o caso mais grave depois da China, com mais de 15.000 infetados e pelo menos 1.016 mortos, o que levou o Governo a decretar a quarentena em todo o país.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) atualizou hoje o número de infetados e registou o maior aumento num dia (34), ao passar de 78 para 112, dos quais 107 estão internados, mas não há mortes a registar.

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