Coronavírus

Hospital S. João e Câmara do Porto vão importar ventiladores novos à China

Rui Duarte Silva

Máquinas são essenciais no tratamento da Covid-19.

Especial Coronavírus

O Centro Hospitalar Universitário de São João e a Câmara do Porto estão unidos para importar ventiladores com certificado europeu, estando o hospital neste momento a avaliar de quantas máquinas necessita, avançaram este sábado à Lusa fontes oficiais.

"O Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ) confirma os contactos [da Câmara do Porto] e está muito grato pela disponibilidade de colaboração. Neste momento estamos a trabalhar no processo para perceber as necessidades", avançou esta tarde à agência Lusa fonte oficial daquela unidade hospitalar do Norte do país.

A Câmara do Porto informou hoje, por seu turno, que o presidente da autarquia, Rui Moreira estabeleceu "ligação entre Shenzhen (China) e o Hospital de São João para trazer ventiladores da China".

"Neste momento está já identificado o produtor que está disponível para enviar os ventiladores e outro material médico para o Hospital de São João, o que está a ser articulado com o Conselho de Administração daquela unidade de referência", explicou a autarquia.

Na sexta-feira passada, o presidente da Câmara do Porto anunciava, numa conferência de imprensa via Internet, que estava em contacto com as autoridades chinesas, através do Gabinete dos Assuntos de Hong Kong e Macau, para trazer para o Porto ventiladores novos, produzidos em Shenzhen, máquinas capazes de salvar vidas aos doentes com a Covid-19.

"Entrei também em contacto com os nossos parceiros na China, nomeadamente em Macau e Shenzhen, onde ainda recentemente estive e estabeleci contactos ao mais alto nível, nomeadamente com o Mayor de Shenzhen, a mais tecnológica cidade do Mundo.

A ideia é podermos importar de Shenzhen equipamentos essenciais para acudir aos infetados em situação aguda, como é o caso de ventiladores que são produzidos naquela cidade chinesa e com certificado europeu", declarou na altura.

"Só graças à extraordinária relação que temos com o Governo de Macau, com o seu representante em Portugal, o senhor Doutor Alexis Tam, e ao facto de o Porto estar geminado, quer com Macau quer com Shenzhen, é possível esta diligência estar a ser feita", acrescentou.

O novo coronavírus responsável pela pandemia de Covid-19 foi detetado em dezembro, na China, e já provocou mais de 5.500 mortos em todo o mundo. O número de infetados ultrapassou as 143 mil pessoas, com casos registados em mais de 135 países e territórios, incluindo Portugal, que tem 169 casos confirmados.

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