Coronavírus

BPI vai funcionar "à porta fechada" devido à pandemia

Rafael Marchante

Apenas atende os clientes "em caso de absoluta necessidade".

Especial Coronavírus

O BPI vai funcionar "à porta fechada" a partir de segunda-feira devido ao Covid-19, e vai atender clientes "em caso de absoluta necessidade", caso estes assinalem a sua presença, disse este sábado fonte do banco à Lusa.

"O BPI decidiu que todas as suas unidades comerciais -- balcões, centros 'premier', balcão móvel e centros de empresas -- estarão a funcionar 'à porta fechada' a partir de segunda-feira, dia 16 de março. Em caso de absoluta necessidade de atendimento presencial, os clientes podem assinalar a sua presença e serão devidamente atendidos", pode ler-se numa resposta do banco enviada à Lusa.

O banco informou ainda que "dispõe da tecnologia e dos equipamentos necessários para o teletrabalho, já devidamente testados, e tem neste momento um número reduzido de colaboradores nessa situação".

As instituições bancárias têm incentivado os seus clientes a utilizar os seus canais digitais de comunicação, tentando diminuir a quantidade de atendimentos presenciais.

Também a Caixa Geral de Depósitos (CGD), em resposta à Lusa, assegurou estar a reforçar a "limpeza dos espaços e desinfeção dos mesmos, aquisição de material de proteção e limitação de viagens, nomeadamente para locais classificados como de maior risco pela DGS [Direção-Geral da Saúde] e a possibilidade de ter colaboradores a trabalhar à distância".

"Adicionalmente, a Caixa está a tomar as medidas necessárias para manter a continuidade do funcionamento dos diversos serviços, processos de negócio e relações com os seus clientes e outros 'stakeholders' dentro dos níveis de serviço normais", bem como se mostrou "disponível para estudar e apoiar os seus clientes a ultrapassar eventuais constrangimentos que advenham do Covid-19", de acordo com a resposta enviada à Lusa por fonte oficial do banco público.

Já fonte oficial BCP respondeu à Lusa afirmando que "as viagens ao estrangeiro e as viagens com recurso a transporte aéreo estão condicionadas", e que, "como já é prática no banco, sempre que possível privilegiam-se as reuniões por videoconferência".

O banco liderado por Miguel Maya adiantou ainda que "vai disponibilizar um conjunto alargado de soluções de apoio a empresas condicionadas direta e indiretamente com o Covid-19", com foco "nos empréstimos de tesouraria/fundo de maneio às empresas, apoio nas exportações e importações" ou "créditos a colaboradores das empresa".

O Novo Banco e a CGD também já lançaram medidas de apoio à tesouraria das empresas.

Todos os bancos afirmaram que estão a operar tendo em conta as recomendações das autoridades de saúde competentes.

A Lusa também contactou o Santander e o Novo Banco sobre mudanças nas práticas internas face ao surto de Covid-19, mas até agora não obteve resposta sobre medidas adotadas internamente.

O novo coronavírus responsável pela pandemia de Covid-19 foi detetado em dezembro, na China, e já provocou mais de 5.500 mortos em todo o mundo.

O número de infetados ultrapassou as 143 mil pessoas, com casos registados em mais de 135 países e territórios, incluindo Portugal, que tem 169 casos confirmados.

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