Coronavírus

Fabricante de gravatas italiano vai produzir máscaras de proteção

Para ajudar a conter a pandemia provocada pelo novo coronavírus.

Especial Coronavírus

Um fabricante italiano de gravatas decidiu utilizar restos de tecido para produzir máscaras antivirais, para ajudar a conter a pandemia de Covid-19, disse esta segunda-feira o empresário à agência de notícias AGI.

"Vamos produzir dez mil máscaras de proteção com restos de tecido. Os valores arrecadados vão ser destinados à região da Calábria (extremo sul de Itália) para que possa comprar equipamentos médicos", disse o empresário Maurizio Talarico, natural de Catanzaro, Calábria.

"Creio que neste momento devemos ser todos generosos e ficarmos à disposição das pessoas", acrescentou. "Neste momento trágico para Itália, pensei que podia fazer alguma coisa para a minha região, a Calábria (...) Com os pedaços de tecido pensei em produzir máscaras, mesmo que não sejam homologadas vão poder, certamente, proteger aqueles que não estão contaminados", disse o empresário de gravatas.

O empresário prevê produzir um total de dez mil máscaras, ao "ritmo" de 500 por dia."Inicialmente pensei distribuir as máscaras de forma gratuita, mas depois pensei que a Calábria precisa de material médico", afirmou.

O ministro da Justiça italiano já admitiu a possibilidade de se poder vir a utilizar os ateliers de costura que estão instalados em estabelecimentos prisionais para fabricar máscaras de proteção.

É possível fabricar "milhares de máscaras por dia" nos 25 locais de trabalho que existem nas prisões italianas, disse o ministro acrescentando que espera a resposta do Instituto Superior de Saúde sobre as características das proteções.

A Iália é o país mais afetado pela pandemia de coronavirus registando, até ao momento, um total de 1.809 mortos e 24.747 pessoas contaminadas sendo que 368 cidadãos morreram nas últimas 24 horas, de acordo com o balanço publicado no domingo à noite.

O novo coronavírus responsável pela pandemia de Covid-19 foi detetado em dezembro, na China, e já provocou mais de 6.400 mortos em todo o mundo.

O número de infetados ronda as 164 mil pessoas, com casos registados em pelo menos 141 países e territórios, incluindo Portugal, que tem 245 casos confirmados. Do total de infetados, mais de 75 mil recuperaram.

Veja também: