Coronavírus

Governo japonês não pensa em adiar os Jogo Olímpicos

Denis Balibouse

Intenção foi anunciada no dia em que o presidente do Comité Olímpico revelou que estava infetado com o novo coronavírus.

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O governo japonês reiterou hoje que tem a intenção de organizar os Jogos Olímpicos nas datas previstas, entre 24 de julho e 9 de agosto, e de "uma forma completa", aludindo à presença de público nos recintos.

Esta foi a vontade demonstrada pelo primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, ao explicar a conversa que teve durante a noite com os outros líderes do G7, sustentadas, nessa ocasião, por testemunhos e garantias de outros ministros do executivo nipónico.

Em declarações aos jornalistas, Abe disse que teve a aprovação dos outros líderes do G7 para a realização da competição olímpica de "uma forma completa", considerando que isso vai permitir ao mundo "superar" o impacto da pandemia de Covid-19.

O chefe do governo não precisou a que se referia ao utilizar a expressão "uma forma completa", mas a ministra para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, Seiko Hashimoto, esclareceu que aludia às datas previstas e à abertura ao público das competições desportivas.

"É correto, é o nosso objetivo", afirmou Hashimoto.

Estas declarações ocorrem cinco dias depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter lamentado que os Jogos fossem disputados "com os estádios vazios", sugerindo o adiamento por um ano.

No entanto, Abe disse que um possível adiamento não foi abordado na reunião.

"O governo vai trabalhar em conjunto com o Comité Olímpico Internacional (COI), o comité organizador e (as autoridades de) Tóquio, com o objetivo de que os Jogos se realizem como se realizaram anteriormente", atestou o porta-voz do governo japonês Yoshihide Suga.

O COI mantém o calendário previsto, apesar de ter assinalado recentemente a estreita colaboração com a Organização Mundial da Saúde (OMS), para seguir as recomendações necessárias face à pandemia de Covid-19.

A tocha olímpica tem chegada prevista para sexta-feira ao Japão, onde vai iniciar o percurso no país em 26 de março, a partir do edifício da prefeitura de Fukushima.

As partidas e as chegadas de cada uma das 47 etapas vão ser feitas sem público, a fim de evitar os contágios com o novo coronavírus, tendo as receções à chama nos municípios sido anuladas.

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