Coronavírus

PJ alerta para os perigos de aplicações como a Covid-19 Tracker

Mike Segar / Reuters

A PJ explica que contextos de crises internacionais são tradicionalmente explorados por atores hostis do ciberespaço para promoverem campanhas de ciberataques.

Especial Coronavírus

A Polícia Judiciária divulgou um comunicado no qual alerta para os perigos de ciberataques no contexto da pandemia de Covid-19. A título de exemplo, a PJ explica que anda a circular informação sobre a Covid-19 Tracker, que é apenas uma aplicação capaz de infetar “equipamentos com malware”, alerta a Judiciária.

“Os contextos de crise de proporções internacionais são, tradicionalmente, explorados por atores hostis do ciberespaço para sustentarem as suas campanhas de ciberataques no alarmismo social e na atenção mediática global sobre o tema”, começa por esclarecer o comunicado publicado no site da Polícia Judiciária (PJ)

As autoridades aconselham extrema prudência no acesso, na receção e na partilha de conteúdos digitais associados à temática da pandemia Covid-19, devendo dar-se prioridade a fontes oficiais e reputáveis de informação.

O comunicado da PJ esclarece:

Entre os ciberataques observados desde o início de fevereiro de 2020 e associados ao tema COVID-19 destacam-se as seguintes tipologias:

  • As campanhas de phishing (por email, SMS ou por redes sociais) a coberto da imagem de entidades oficiais como a Organização Mundial de Saúde, a UNICEF ou centros de investigação e laboratórios do setor da saúde, com conteúdos alusivos à pandemia, inclusive ficheiros em anexo, e orientado para a captação de dados pessoais das vítimas ou para a infeção dos seus dispositivos com malware;

  • A divulgação de plataformas digitais ou de aplicações para dispositivos móveis que aparentam divulgar informação em real time sobre a pandemia (e.g. mapas dinâmicos de contágio, mas que estão, na realidade, orientados para a infeção de equipamentos com malware, inclusive da tipologia do ransomware;

  • Esquemas de fraude digital partilhados por email ou em redes sociais, que divulgam iniciativas de crowdsourcing para a recolha de donativos para falsas campanhas de compra de material médico ou de proteção pessoal;

  • SMS enviados informando que, de acordo com a lei, estão a ser aplicadas medidas extraordinárias para o combate ao COVID-19, e que todos os cidadãos nacionais serão vacinados, sendo garantido um reembolso dos custos pelo governo. Para tal, bastaria pagar uma determinada quantia indicada no SMS e através do registo no link enviado seriam posteriormente ressarcidos.

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