Coronavírus

Macron promete "investimento significativo" no setor hospitalar

A iniciativa para organizar esta reunião extraordinária por videoconferência partiu do chefe de Estado francês, Emmanuel Macron.

Pascal Rossignol/ Reuters

França regista 1331 mortos e mais de 25 mil casos de Covid-19.

Especial Coronavírus

O Presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou hoje que o seu governo vai aplicar um "plano significativo de investimento" nos hospitais e que haverá majoração das horas extra e bónus para os profissionais de saúde que combatem o vírus.

O plano será posto em prática depois de ultrapassada a crise da pandemia covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2).

"Após esta crise, um plano significativo de investimentos e de revalorização das carreiras vai ser lançado para os hospitais", indicou Emmanuel Macron, que falava a partir do hospital militar de campanha em Mulhouse, um dos pontos críticos da crise da covid-19 em França.

Antes da chegada da pandemia, os profissionais de saúde, especialmente médicos e enfermeiros, estavam em greve há mais de um ano nos serviços de urgência para pedir melhoras condições de trabalho, assim como salários mais altos. Esta foi a resposta do Presidente francês numa altura em que os profissionais de saúde se mostram essenciais para ultrapassar a pandemia.

Emmanuel Macron anunciou ainda que haverá uma majoração das horas extra e bónus para os profissionais de saúde e outros funcionários que estão atualmente nos hospitais, lembrando ainda os médicos que já morreram em França devido a esta doença.

O Presidente anunciou ainda que sexta-feira se vai encontrar com os parceiros sociais para responder às perguntas de todos os trabalhadores "em segunda linha", ou seja, todas as pessoas que trabalham no setor alimentar, mas também que fazem entregas ou serviços de limpeza.

Outro anúncio feito esta noite, foi o do envio de uma missão militar para apoiar as regiões ultramarinas também em dificuldades devido ao vírus.

A missão vai chamar-se "Resilience" ("resiliência", em português) e visa apoiar com meios aéreos e médicos territórios como a ilha da Reunião ou a Guiana francesa.

O mais recente balanço da pandemia no mundo

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou perto de 428 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 19.000.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

A Itália, que registou a primeira morte ligada ao coronavírus no final de fevereiro, tem 683 mortes em 74 mil casos.

Espanha superou esta quarta-feira a China em número de mortes por Covid-19. O total ascende agora a 3.434 vítimas mortais - 738 nas últimas 24 horas -, mais 153 que na China. É o segundo país com mais vítimas mortais, só atrás de Itália.

Os países mais afetados depois de Itália e Espanha são a China com 3.281 mortes para 81.218 casos, Irão com 2.077 mortes (27.017 casos), França com 1.331 mortes (22.302 casos) e Estados Unidos com 600 mortos (55.225 casos).

Desde as 19:00 de terça-feira, Camarões e Níger anunciaram as primeiras mortes relacionadas ao vírus. Líbia, Laos, Belize, Granada, Mali e Dominica anunciaram os primeiros casos.

A Europa totalizou até às 11:00 de hoje 226.340 casos (12.719 mortes), a Ásia 99.805 casos (3.593 mortes), Estados Unidos e Canadá 57.304 casos (624 mortes), Médio Oriente 32.118 casos (2.119 mortes), América Latina e Caraíbas 7.337 casos (118 mortes), Oceânia 2.656 casos (nove mortes) e África 2.382 casos (64 mortes).

Sobe para 43 o número de mortos por Covid-19 em Portugal, quase 3 mil casos

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou esta quarta-feira a existência de 43 mortes e 2.995 casos de Covid-19.

O número de óbitos subiu de 33 para 43 em relação ao último balanço da DGS, enquanto o número de infetados aumentou de 2.362 para 2.995, mais 633 relação a ontem, uma subida que representa um aumento de 26,7%.

Há, ao todo, 22 casos recuperados a registar,

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril.

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