Coronavírus

Morreu Hal Willner, o produtor de Lou Reed e Saturday Night Live

Hal Willner com Lour Reed em 2008

Jack Plunkett / AP

Teve sintomas associados ao novo coronavírus, mas não lhe foi diagnosticada a covid-19.

Especial Coronavírus

O produtor norte-americano Hal Willner, responsável por álbuns de Lou Reed, Bill Frisell e pela área musical do programa Saturday Night Live, morreu na terça-feira, em Nova Iorque, anunciou hoje o seu representante, noticiou a Associated Press.

De acordo com o agente Blake Zidell, que representa o produtor de álbuns como "Lost in the Stars" e "Lulu", que reuniu Lou Reed e os Metallica, em 2011, Hal Willner apresentava sintomas consistentes com os causados pelo novo coronavírus, embora não tivesse sido sujeito a diagnóstico.

Nascido em Filadélfia, em 1956, Willner iniciou-se como produtor musical na década de 1970, em Nova Iorque, com músicos como The Nelville Brothers. Fazia parte da equipa do magazine Saturday Night Live, da NBC, desde 1980.

Ao longo da sua carreira, produziu álbuns de autores como William S. Burroughs, Lucinda Williams, Laurie Anderson, Allen Ginsberg e Marianne Faithfull, cantora britânica que se encontra internada em Londres, com a doença Covid-19.

Willner está igualmente associado à conceção de homenagens a Thelonious Monk, o pianista do 'bebop', e a Nino Rota ("Amarcord Nino Rota"), o compositor italiano de bandas sonoras dos filmes de Federico Fellini.

"Lost in the Stars: The Music of Kurt Weill", "Stay Awake: Various Interpretations of Music from Vintage Disney Films" e "Weird Nightmare: Meditations on Mingus", dedicado ao contrabaixista Charlie Mingus, são outros álbuns concebidos por Hal Willner, que se destacaram nas últimas décadas.

O nome do produtor passa também por filmes da Disney e por trabalhos com músicos como Sting, Keith Richards e Ringo Starr, Wynton e Branford Marsalis, Carla Bley, Steve Lacy e Jaki Byard.

O tributo a Tim Buckley, em 1991, em Nova Iorque, e o lançamento da carreira do filho do músico, Jeff Buckley, contou também com o trabalho do produtor.

A morte de Hal Willner foi entretanto lamentada por atores e músicos como Julia Louis Dreyfus, Van Dyke Parks, Beth Orton, Ben Stiller, Judd Apatow e Sean Ono Lennon, entre outros.

Os Sonic Youth publicaram na sua página, no Facebook, uma fotografia do contrabaixista de jazz Charlie Mingus para lembrar o produtor, e um texto do seu guitarrista Thurston Moore:

"Colocámos [esta foto] em homenagem a Hal Willner que morreu em Nova Iorque devido ao vírus. Hal era um amigo de todos, um verdadeiro amante da música, que esteve ao serviço de muitos que iluminaram o mundo, de Mingus a Marianne Faithful, Allen Ginsberg, William Burroughs, Gregory Corso, Lou Reed, Laurie Anderson. É difícil de acreditar que partiu, mas o seu trabalho e a sua energia são eternos".

Thurston Moore recorda também a última vez em que trabalhou com Hal Willner, numa sessão de leitura de poemas de Lou Reed, na Biblioteca Pública de Nova Iorque, em 2017: "Encantou-me com histórias maravilhosas sobre o trabalho com Mingus, nos seus últimos anos. Hal (...) tinha um 'charme' genuíno. Aqui fica o 'Pithecanthropus Erectus', de Mingus, lançado em 1956, o ano em que [Hal] nasceu".

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ESPECIAL NOVO CORONAVÍRUS COVID-19

Pandemia já fez quase 83 mil mortos em todo o mundo

A pandemia da covid-19 matou pelo menos 82.726 pessoas e há mais de 1,4 milhões infetados (1.438.290) em 192 países.

Pelo menos 275.500 foram considerados curados pelas autoridades de saúde.

Itália, que registou a primeira morte ligada ao coronavírus no final de fevereiro, é o país mais afetado em número de mortes, com 17.127 óbitos em 135.586 casos. 24.392 pessoas foram consideradas curadas pelas autoridades italianas.

Depois de Itália, os países mais afetados são Espanha, com 14.555 mortes em 146.690 casos, os Estados Unidos com 12.911 mortes (399.929 casos), França com 10.328 mortes (109.069 casos) e o Reino Unido com 6.159 mortes (55.242 casos).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau), onde a epidemia começou no final de dezembro, registou 81.802 casos (62 novos entre terça-feira e hoje), incluindo 3.333 mortes (duas novas) e 77.279 curados.

Nos Estados Unidos já foram registados oficialmente 399.929 casos de infeção, incluindo 12.911 mortes. 22.539 pessoas foram consideradas curados.

A Europa totalizou até às 11:00 de hoje 58.627 mortes para 750.276 casos, Estados Unidos e Canadá 13.309 mortes (417.740 casos), Ásia 4.395 mortes (125.215 casos), Médio Oriente 4.234 mortes (88.158 casos), América Latina e Caraíbas 1.570 mortes (39.297 casos), África 537 mortes (10.605 casos) e Oceânia 54 mortes (7.000 casos).

Mais 35 mortes e 699 casos de Covid-19 em Portugal

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou esta quarta-feira a existência de 380 mortes e 13.141 casos de Covid-19 em Portugal.

O número de óbitos subiu, de ontem para hoje, de 345 para 380, mais 35 - uma subida de 10,1% -, enquanto o número de infetados aumentou de 12.442 para 13.141, mais 699, o que representa um aumento de 5,6%.

O número de casos recuperados subiu de 184 para 196.

No que toca a doentes internados, o número subiu de 1.180 para 1.211. 245 estão em Unidades de Cuidados Intensivos, menos 26 em relação ao último balanço.

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