Coronavírus

Festivais com lugares marcados e limitação de pessoas? Não parece uma opção

Iryna Shev

Iryna Shev

Jornalista

Tiago Romão

Tiago Romão

Editor de Imagem

Para os promotores, a opção pode não ser financeiramente viável.

Especial Coronavírus

A proposta de lei com as medidas excecionais sobre festivais de música e eventos semelhantes, no contexto da pandemia da Covid-19, chegou esta sexta-feira ao Parlamento.

O documento indica que o Governo poderá autorizar a realização de alguns destes eventos desde que sejam feitos com lugares marcados e com limitação do número de pessoas definida especificamente pela Direção-Geral da Saúde, de forma a ser respeitada a distância de segurança.

Mas para os promotores isto não parece uma opção financeiramente viável. Karla Campos, da promotora Live Experiences, responsável pelo EDP Cool Jazz e ID No Limits, explicou que se trata de uma "machadada gigante" no orçamento, tendo em conta os gastos inerentes à realização de um festival.

Quanto aos bilhetes já adquiridos, a proposta de lei indica que poderá ser emitido um vale de igual valor ao preço pago que será válido até 31 de dezembro de 2021. Este vale vai poder ser usado no mesmo festival a realizar numa nova data, ou então noutro espetáculo ou evento do mesmo promotor.

Se a opção for mesmo pedir o reembolso, o mesmo só poderá ser pedido em janeiro de 2022.

O documento vai ser discutido na Assembleia da República a 14 de maio.