Coronavírus

Festivais poderão ser permitidos com lugar marcado e distanciamento social

Francisco Seco / AP

Proposta de lei do Governo deu entrada no Parlamento e vai ser discutida a 14.

Especial Coronavírus

Os festivais de música e espetáculos “de natureza análoga”, marcados até 30 de setembro, poderão ser permitidos com lugares marcados e regras de distanciamento, e o reembolso de bilhetes só em 2022, segundo a proposta de lei hoje revelada.

De acordo com o a proposta de lei, que deu hoje entrada no Parlamento e que será discutida no próximo dia 14, é aberta uma exceção à proibição anunciada na quinta-feira pelo Governo sobre o calendário de festivais de música de verão e outros eventos semelhantes.

Festivais e espetáculos de natureza análoga

1 - É proibida, até 30 de setembro de 2020, a realização de festivais e espetáculos de natureza análoga, em recintos cobertos ou ao ar livre, com exceção do disposto no número seguinte.

2 - Os espetáculos referidos no número anterior só podem ter lugar em recinto coberto ou ao ar livre, com lugar marcado e no respeito pela lotação especificamente definida pela Direção-Geral da Saúde em função das regras de distanciamento físico que sejam adequadas face à evolução da pandemia da doença COVID-19.

A proposta é aplicável ao reagendamento ou cancelamento de espetáculos não realizados entre os dias 28 de fevereiro de 2020 e 30 de setembro de 2020.

Quem comprou bilhete recebe vale e reembolsos só em 2022

Quem comprou bilhete para eventos entre os dias 28 de fevereiro de 2020 e 30 de setembro de 2020 pode pedir a troca do bilhete por um vale “de igual valor ao preço pago”, válido até 31 de dezembro de 2021, e esse vale pode ser utilizado na “aquisição de bilhetes de ingresso para o mesmo espetáculo a realizar em nova data ou para outros eventos realizados pelo mesmo promotor”.

4 - Os portadores de bilhetes de ingresso dos espetáculos referidos no n.º 1 têm direito à emissão de um vale de igual valor ao preço pago.

Caso o vale não seja utilizado, o reembolso só pode ser pedido a partir de 01 de janeiro de 2022.

6 - Caso o vale referido no n.º 4 não seja utilizado até ao dia 31 de dezembro de 2021, o portador tem direito ao reembolso do valor do mesmo, a solicitar no prazo de 14 dias úteis

Portugal sem festivais de verão


Proposta de lei do Governo abrange, entre muitos outros:

Vários eventos já cancelados ou adiados

Desde o início da pandemia e das consequentes medidas restritivas impostas pelo Governo português, várias foram as iniciativas culturais que foram entretanto canceladas ou adiadas.

Portugal regista nove mortes e 553 novas infeções em 24 horas

Portugal regista esta quinta-feira 1.114 mortes relacionadas com a covid-19, mais nove do que na quinta-feira ( 1.105) e 27.268 infetados (mais 553), segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção Geral da Saúde.

Relativamente ao número de casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus (27268), os dados da Direção Geral da Saúde (DGS) revelam que há mais 533 casos do que na quinta-feira (26.715).

O número de casos recuperados subiu de 2.258 para 2.422, mais 164 do que ontem.

Há 842 doentes internados, 127 encontram-se em Unidades de Cuidados Intensivos.

Quase 270 mil mortos e mais de 3,8 milhões de infetados em todo mundo

A pandemia do novo coronavírus já matou pelo menos 269.514 pessoas e infetou mais de 3.856.400 em 195 países e territórios desde o início da epidemia, em dezembro de 2019 na cidade chinesa de Wuhan, segundo um balanço da agência AFP, às 11:00 hoje, baseado em dados oficiais.

Os Estados Unidos, que registaram a primeira morte ligada à covid-19 no início de fevereiro, são o país mais afetado em termos de número de mortes e casos, com 75.670 óbitos em 1.256.972 casos. Pelo menos 195.036 pessoas foram declaradas curadas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Reino Unido, com 30.615 mortes em 206.715 casos, Itália com 29.958 mortes (215.858 casos), Espanha com 26.299 mortes (222.857 casos) e França com 25.987 mortos (174.791 casos).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau), onde a epidemia começou no final de dezembro, contabilizou 82.886 casos (um novo entre quinta-feira e hoje), incluindo 4.633 mortes (nenhuma nova) e 77.993 curados.

A Europa totalizou 152.233 mortes em 1.670.289 casos, Estados Unidos e Canadá 80.154 mortes (1.321.788 casos), América Latina e Caraíbas 17.484 mortes (322.297 casos), Ásia 10.044 mortes (271.813 casos), Médio Oriente 7.396 mortes (207.893 casos), África 2.078 mortes (54.077 casos) e Oceânia 125 mortes (8.245 casos).