Cultura

Organização do Festival Paredes de Coura admite evento no inverno

Caso se verifiquem as condições de segurança devido à covid-19 e que levaram ao adiamento do festival para 2021.

A organização do Festival Paredes de Coura admitiu hoje realizar um evento no inverno, caso se verifiquem as condições de segurança definidas pelas autoridades de saúde devido à covid-19, e que levaram ao adiamento do festival para 2021.

Em declarações à agência Lusa, o diretor do festival, João Carvalho, reconheceu que ainda não houve tempo para parar e ser criativo, face à velocidade e incerteza decorrente da crise pandémica em Portugal.

Segundo aquele responsável, o plano B para a realização do festival tem vindo a ser falado ao longo destes dois meses, que começam a parecer "10 anos".

"Queremos fazer algo por Paredes de Coura. Eu gostaria, se o Governo e as autoridades de saúde o permitirem, de fazer algo no inverno. Se for possível, porque nem pensar pôr em risco alguém", adiantou.

O objetivo, explicou João Carvalho, é comemorar o festival, mas também ajudar o comércio, os artistas e todas as estruturas que dependem financeiramente do festival.

De acordo com aquele responsável, há dezenas de trabalhadores e empresas que dependem dos grandes festivais cuja realização está proibida.

O Governo anunciou hoje que a realização de festivais de música e de espetáculos similares está proibida em Portugal, até 30 de setembro, devido à pandemia de covid-19.

“A proibição de realização de festivais e espetáculos de natureza análoga, até 30 de setembro de 2020, e a adoção de um regime de caráter excecional dirigido aos festivais e espetáculos de natureza análoga, que não se possam realizar no lugar, dia ou hora agendados", por causa da pandemia, foi hoje decidida em Conselho de Ministros.

No comunicado, o Governo refere que para os espetáculos entre 28 de fevereiro e 30 de setembro de 2020 que não se realizem devido à pandemia, está prevista "a emissão de um vale de igual valor ao preço do bilhete de ingresso pago, garantindo-se os direitos dos consumidores".

"Como pessoas responsáveis que somos, vamos respeitar. Mas é uma tristeza. O Paredes de Coura é um festival que se faz sem interrupções há 27 anos, a nossa vida já se confunde com a vida do festival. Tem também esta mágoa de não poder, numa altura tão complicada, ajudar o comércio corrente, porque o ano do comércio courense já dependia e muito do festival", assinalou.

Apesar de a esperarem, esta decisão acarreta inúmeros prejuízos que, no caso de festival de Paredes de Coura, ainda não foram avaliados.

"Isto tem acontecido muito rápido. Sabemos que são prejuízos avultados. Não estão avaliados, mas obviamente que serão muitos porque não vamos poder trabalhar. Nós estamos parados", afirmou João Carvalho que espera agora medidas de apoio ao setor.

De acordo com aquele responsável, houve já uma reunião com os ministros da Economia, da Cultura e com o primeiro-ministro, António Costa, "que se mostrou muito esclarecido em relação às dificuldades do setor".

"Esperamos medidas, sejam elas quais forem. Temos agora de continuar esse diálogo, esse trabalho, por forma a minorar este problema de dimensão gigante", concluiu.

A edição de 2020 do Festival Paredes de Coura, marcada para os dias 19, 20, 21 e 22 de agosto, foi adiada para 2021, à semelhança do Vilar de Mouros e do festival Neopop, que se realizam no Alto Minho.

Portugal com 1105 mortos e mais de 26 mil infetados

Portugal regista esta quinta-feira 1.105 mortes relacionadas com a covid-19, mais 16 do que na quarta-feira, e 26.715 infetados (mais 533), segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção Geral da Saúde.

Em comparação com os dados de quarta-feira, em que se registavam 1.089 mortos, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 1,5%.

Relativamente ao número de casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus (26.715), os dados da Direção Geral da Saúde (DGS) revelam que há mais 533 casos do que na quarta-feira (26.182), representando uma subida de 2%.

Mais de 263 mil mortos e mais de 3,7 milhões de infetados em todo mundo

A pandemia de covid-19 já matou 263.792 pessoas e infetou mais de 3.766.180 em 195 países desde que surgiu em dezembro na cidade chinesa de Wuhan, segundo um balanço da AFP às 11:00.

Pelo menos 1.179.700 pessoas foram consideradas curadas pelas autoridades de saúde.

Os Estados Unidos, que registaram o primeiro morto ligado ao novo coronavírus no final de fevereiro, lideram em número de óbitos e casos, com 73.431 e 1.228.609, respetivamente. Pelo menos 189.910 pessoas foram declaradas curadas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Reino Unido com 30.076 mortes para 201.101 casos, Itália com 29.684 mortes (214.457 casos), Espanha com 26.070 mortes (221.447 casos) e França com 25.809 mortes (174.191 casos).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau), onde a epidemia começou no final de dezembro, contabilizou 82.885 casos (dois novos entre quarta-feira e hoje), incluindo 4.633 mortes e 77.957 curados.

Desde as 19:00 de quarta-feira, as ilhas Comores anunciaram a primeira morte ligada aos vírus.

Até às 11:00 de hoje, a Europa totalizou 150.249 mortes para 1.641.959 casos, Estados Unidos e Canadá 77.710 mortes (1.291.985 casos), América Latina e Caraíbas 16.425 mortes (302.702 casos), Ásia 9.962 mortes (267.376 casos), Médio Oriente 7.314 mortes (202.367 casos), África 2.007 mortes (51.569 casos) e Oceânia 125 mortes (8.223 casos).