Coronavírus

Portugal sem festivais de música até 30 de setembro

JOSE COELHO / LUSA

A decisão foi tomada hoje em Conselho de Ministros

Especial Coronavírus

Tal como se previa, este verão não vai haver festivais.

O Conselho de Ministros decidiu hoje pela proibição destes eventos de grandes dimensões até 30 de setembro.

"Neste contexto, impõe-se a proibição de realização de festivais de música, até 30 de setembro de 2020, e a adoção de um regime de caráter excecional dirigido aos festivais de música que não se possam realizar no lugar, dia ou hora agendados, em virtude da pandemia".

A proposta de lei prevê ainda a emissão de vales de igual valor ao preço dos bilhetes já comprados, de forma a serem garantidos os direitos dos consumidores.

"Para o caso de espetáculos cuja data de realização tenha lugar entre o período de 28 de fevereiro de 2020 e 30 de setembro de 2020, e que não sejam realizados por facto imputável ao surto da pandemia da doença COVID-19, prevê-se a emissão de um vale de igual valor ao preço do bilhete de ingresso pago, garantindo-se os direitos dos consumidores".

Vários eventos já cancelados ou adiados

Desde o início da pandemia e das consequentes medidas restritivas impostas pelo Governo português, várias foram as iniciativas culturais que foram entretanto canceladas ou adiadas.

O Primavera Sound no Porto tinha sido adiado de junho para o início de setembro. No entanto, com a decisão hoje anunciada, tal não será possível.


Proposta de lei do Governo abrange, entre muitos outros:

Portugal com 1105 mortos e mais de 26 mil infetados

Portugal regista esta quinta-feira 1.105 mortes relacionadas com a covid-19, mais 16 do que na quarta-feira, e 26.715 infetados (mais 533), segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção Geral da Saúde.

Em comparação com os dados de quarta-feira, em que se registavam 1.089 mortos, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 1,5%.

Relativamente ao número de casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus (26.715), os dados da Direção Geral da Saúde (DGS) revelam que há mais 533 casos do que na quarta-feira (26.182), representando uma subida de 2%.

Mais de 263 mil mortos e mais de 3,7 milhões de infetados em todo mundo

A pandemia de covid-19 já matou 263.792 pessoas e infetou mais de 3.766.180 em 195 países desde que surgiu em dezembro na cidade chinesa de Wuhan, segundo um balanço da AFP às 11:00.

Pelo menos 1.179.700 pessoas foram consideradas curadas pelas autoridades de saúde.

Os Estados Unidos, que registaram o primeiro morto ligado ao novo coronavírus no final de fevereiro, lideram em número de óbitos e casos, com 73.431 e 1.228.609, respetivamente. Pelo menos 189.910 pessoas foram declaradas curadas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Reino Unido com 30.076 mortes para 201.101 casos, Itália com 29.684 mortes (214.457 casos), Espanha com 26.070 mortes (221.447 casos) e França com 25.809 mortes (174.191 casos).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau), onde a epidemia começou no final de dezembro, contabilizou 82.885 casos (dois novos entre quarta-feira e hoje), incluindo 4.633 mortes e 77.957 curados.

Desde as 19:00 de quarta-feira, as ilhas Comores anunciaram a primeira morte ligada aos vírus.

Até às 11:00 de hoje, a Europa totalizou 150.249 mortes para 1.641.959 casos, Estados Unidos e Canadá 77.710 mortes (1.291.985 casos), América Latina e Caraíbas 16.425 mortes (302.702 casos), Ásia 9.962 mortes (267.376 casos), Médio Oriente 7.314 mortes (202.367 casos), África 2.007 mortes (51.569 casos) e Oceânia 125 mortes (8.223 casos).