Coronavírus

Marta Temido diz que pressa não pode comprometer segurança da vacina

Ted S. Warren

A ministra da Saúde partilha as reservas da OMS sobre a vacina russa.

Especial Coronavírus

Marta Temido partilha as reservas da Organização Mundial da Saúde em relação à vacina anunciada pela Rússia. À semelhança da OMS, a ministra da saúde diz que a pressa não pode comprometer a segurança do fármaco.

"É muito importante acelerar o processo de investigação, mas não podemos sacrificar nem a segurança nem a eficácia terapêutica", disse.

Para além disso, a ministra garante que o Infarmed está a trabalhar com a Agência Europeia do Medicamento para que Portugal esteja entre os países que terão acesso à primeira vacina eficaz contra a Covid-19.

A VACINA RUSSA É SEGURA E EFICAZ?

Na terça-feira, Moscovo anunciou ter uma vacina contra a Covid-19.

De acordo com o chefe de Estado russo, a vacina é "eficaz" e superou todas as provas necessárias assim como permite uma "imunidade estável" face à doença.

No entanto, muitos cientistas no país e no estrangeiro questionaram a decisão de registar a vacina antes dos cientistas completarem a chamada Fase 3 do estudo. Essa fase por norma demora vários meses, envolve milhares de pessoas e é a única forma de se provar que a vacina experimental é segura e funciona.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recebeu com cautela a notícia de que a Rússia registou a primeira vacina do mundo contra a Covid-19, sublinhando que deverá seguir os trâmites de pré-qualificação e revisão definidos.

MAIS DE 20 VACINAS CONTRA A COVID-19 ESTÃO A SER TESTADAS EM HUMANOS

Há mais de vinte vacinas contra a Covid-19 que estão a ser testada em humanos ou que já receberam autorização para avançar com os testes. E mais de uma centena estão ainda em fase de investigação.