Coronavírus

Costa desacredita relatório sobre Reguengos: "Ordens não existem para fiscalizar o Estado" 

ANDRÉ KOSTERS

Costa diz que a Ordem dos Médicos foi além das suas competências legais.

Especial Coronavírus

O primeiro-ministro admite que a capacidade de resposta dos lares à pandemia da Covid-19 é insuficiente.

Em relação ao relatório sobre o surto no lar de Reguengos de Monsaraz, que fez 18 mortos, António Costa diz que a Ordem dos Médicos foi além das suas competências legais.

"Ordens não existem para fiscalizar o Estado", disse o chefe de Governo, numa entrevista ao Expresso.

CDS acusa António Costa de ser arrogante

O CDS acusa o Governo de ser arrogante, por não apurar responsabilidades políticas nas mortes nos lares e por não pedir desculpas às famílias das vítimas.

"Esperava-se de António Costa que apurasse responsabilidades políticas pelos erros cometidos, apontasse a porta da saída à sua ministra e que no mínimo pedisse desculpas às famílias que perderam entes queridos pelas falhas grosseiras do Estado. António Costa não fez nem uma coisa, nem outra, o que é revelador da arrogância com que o PS governa"

Francisco Rodrigues dos Santos diz que o primeiro-ministro, na entrevista ao Expresso, esteve mais preocupado em defender a ministra da Segurança Social, do que em apresentar um plano seguro para os idosos.

Além disso, critica António Costa por desvalorizar o relatório da Ordem dos Médicos sobre as mortes no lar de Reguengos de Monsaraz e acusa-o de "má convivência democrática com a realidade e com os médicos".

Ordem dos Médicos acusa primeiro-ministro de abrir uma guerra

António Costa já tinha criticado o papel da ordem no inquérito ao lar de Reguengos de Monsaraz. Na reação, o bastonário da Ordem dos Médicos acusou o primeiro-ministro de querer abrir uma guerra com os profissionais.

O bastonário disse que as declarações de António Costa causaram mal-estar no setor. Miguel Guimarães aconselhou mesmo calma e prudência ao chefe de Governo.

  • 14:18
  • 2:34