Coronavírus

Trump e Melania infetados com o novo coronavírus

Julio Cortez/ AP

Mike Pence e Joe Biden testaram negativo para o novo coronavírus.

Especial Coronavírus

O Presidente dos Estados Unidos anunciou esta sexta-feira que o seu teste à Covid-19 foi positivo, assim como o da mulher, Melania Trump.

"Melania e eu testámos positivo para a Covid-19", escreveu Donald Trump, na rede social Twitter.

"Vamos iniciar imediatamente o nosso processo de quarentena e recuperação. Iremos passar por isto juntos", acrescentou.

O médico do Presidente norte-americano, Sean Conley, já confirmou que os dois estão infetados e que "planeiam permanecer em casa dentro da Casa Branca" durante a convalescença.

"Esta noite recebi a confirmação de que o Presidente Trump como a primeira-dama Melania Trump deram positivo para o vírus SARS-CoV-2", indicou Conley, numa declaração.


"A equipa médica da Casa Branca e eu vamos manter uma vigilância , e agradeço o apoio prestado por alguns dos maiores profissionais e instituições médicas do nosso país. Fiquem descansados, espero que o Presidente continue a desempenhar as suas funções sem interrupções durante a recuperação, e manter-vos-ei informados sobre quaisquer desenvolvimentos futuros", salientou.

Joe Biden testa negativo para Covid-19 e apela ao uso de máscara

O candidato democrata e antigo vice-presidente dos EUA, Joe Biden, e a mulher, Jill Biden, não estão infetados pelo novo coronavírus, anunciou o proóprio no Twitter bem como o seu médico pessoal em declaração à CNN.

Joe Biden partilhou o palco com Donald Trump há pouco mais de 24 horas no primeiro debate presidencial.

"Fico feliz por anunciar que a Jill e eu testámos negativo para Covid. Obrigado a todos pelas vossas mensagens de preocupação. Espero que isto sirva de aviso: usem máscara, mantenham a distância social e lavem as mãos".

Trump e Melania fazem testes após informação de que uma conselheira estava infetada

Horas antes, Trump tinha anunciado ter feito um teste à Covid-19, mas ainda não conhecia o resultado, depois de uma colaboradora próxima ter confirmado estar infetada.


"Ela deu positivo", disse Donald Trump à estação de televisão Fox News, confirmando as notícias da imprensa sobre Hope Hicks, conselheira presidencial.


Hope Hicks, conselheira presidencial, estava a bordo do Air Force One com o Presidente dos Estados Unidos, num voo para Cleveland (centro-leste), na terça-feira, para participar no debate eleitoral com o candidato democrata à Casa Branca Joe Biden.


A conselheira também viajou com Trump na quarta-feira, para o estado de Minnesota (centro-oeste), onde decorreu uma reunião de campanha.

Donald Trump e a conselheira presidencial Hope Hicks na Casa Branca

Donald Trump e a conselheira presidencial Hope Hicks na Casa Branca

Andrew Harnik/ AP

Os Estados Unidos registaram 884 mortos e 46.164 infetados com o novo coronavírus nas últimas 24 horas, segundo a contagem independente da Universidade Johns Hopkins.


Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

Trump lança bonés para a multidão num comício no Minnesota

Um dia antes de anunciar que estava infetado com Covid-19, o Presidente dos EUA, Donald Trump, lançou dois bonés de campanha com as próprias mãos para a multidão num comício de campanha em Duluth, no estado do Minnesota.

Trump com Covid-19. "Não é uma notícia neutra do ponto de vista da campanha"

Para David Dinis, diretor-adjunto do Expresso, esta não é uma notícia neutra do ponto de vista de campanha, obrigando Donald Trump a sair da estrada.

Numa análise na SIC Notícias, considerou que o facto do Presidente norte-americano ter ficado infetado é altamente penalizador para o seu discurso, tendo em conta que a pandemia é a questão mais frágil da sua campanha.

Estudo indica que Trump foi o principal impulsionador de fake news sobre a pandemia

O Presidente dos Estados Unidos, o republicano Donald Trump, foi, possivelmente, a pessoa que mais contribuiu para a propagação da desinformação sobre a pandemia, segundo um estudo divulgado pela Universidade Cornell.

De acordo com esta instituição académica, a Alliance for Science ("Aliança para a Ciência"), da Universidade Cornell, analisou cerca de 38 milhões de artigos, publicados em inglês, em órgãos de comunicação social tradicionais, entre 1 de janeiro e 26 de maio de 2020.

A investigação inclui artigos publicados, em particular, nos Estados Unidos, no Reino Unido, na índia, na Irlanda, na Austrália e na Nova Zelândia, assim como em alguns países de África e da Ásia.

Os resultados estão explanados no artigo científico de 13 páginas "Coronavirus misinformation: quantifying sources and themes in the Covid-19 'infodemic'".

O fenómeno foi denominado como 'infodemia', ou seja, uma 'pandemia de desinformação', pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A Alliance for Science encontrou um total de 522.400 artigos publicados com informações falsas relacionadas com a pandemia da doença provocada pelo novo coronavírus.

"Descobrimos que as menções nos órgãos de comunicação social ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dentro do contexto de desinformação sobre a Covid-19 constituem, de longe, a maior parte da 'infodemia'", explicita o estudo.

As menções a Trump compõem "37,9% do conjunto" de 'fake news' sobre a Covid-19.

Por essa razão, a Universidade Cornell concluiu o Presidente dos EUA "foi, provavelmente, o maior transmissor de 'infodemia' de desinformação" sobre a Covid-19.

Contudo, o relatório também especifica que apenas 16,4% da desinformação espalhada pela 'web' foi alvo de verificação, "sugerindo que a maioria da desinformação sobre a Covid-19 foi transmitida pelos media sem ser questionada ou corrigida".

Trump censurado pelas redes sociais por partilhar vídeo com informações falsas sobre o coronavírus

Entre as várias desinformações sobre a pandemia relacionadas com Trump, a mais difundida foi a sugestão do chefe de Estado norte-americano, em 24 de abril, de uma injeção de desinfetante para combater o novo coronavírus.

A promoção da hidroxicloroquina como medicamento eficaz na prevenção e mitigação do SARS-CoV-2 também foi uma das desinformações de Trump com maior propagação.

Teorias da conspiração e alegadas curas para a covid-19 são os tópicos mais abundantes no 'mar de desinformação' sobre a pandemia.

  • O primeiro dia de Web Summit 

    Web Summit

    Acompanhe aqui as palestras do palco principal. Neste primeiro dia, passam pelo palco nomes como Paddy Cosgrave, CEO e fundador da Web Summit, o primeiro-ministro António Costa, Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, ou a atriz Gwyneth Paltrow.

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