Coronavírus

"Nem pensar esperar por dezembro", diz médico sobre restrições para conter a pandemia

Diretor da Medicina Intensiva do Hospital de São João, no Porto, na Edição da Tarde.

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O diretor do serviço de Medicina Intensiva do Hospital de São João, no Porto, e presidente do Colégio de Medicina Intensiva da Ordem dos Médicos, José Luís Paiva, considerou que as medidas para conter o aumento de casos de covid-19 em Portugal têm de ser tomadas "agora".

Questionado sobre o possível confinamento nas duas primeiras semanas de dezembro, o responsável afirmou que a "janela de tempo" para atuar com medidas de restrição social "é extremamente curta".

"Nem pensar esperar por dezembro para tomar medidas", afirmou em entrevista à SIC Notícias.

Na Edição da Tarde, lembrou que o índice de transmissibilidade (Rt) é superior a 1 na "maioria" das regiões do país, apelando a um "fecho de medidas agora". Questionado sobre a que medidas se refere, rejeita um confinamento total do país neste momento, porque a "infeção é diferente" ao longo do país.

No entanto, o responsável pela Medicina Intensiva do Hospital de São João apelou a um regime de semáforos com medidas a nível distrital e mais restritas nas áreas com um Rt superior a 1.

"O controlo da pandemia em Portugal é uma matéria urgente, atuando na transmissão, e que implica sacrifício individual e coletivo", disse na SIC Notícias.

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