Coronavírus

Covid-19. Portugal prevê receber 16 milhões de doses de três vacinas 

Maior parte das vacinas prevê duas tomas.

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Portugal está preparado para comprar cerca de 16 milhões de doses de três vacinas contra a covid-19.

É mais do dobro do que estava previsto e vai permitir vacinar 80% da população, já que a maior parte das vacinas implica duas tomas. As primeiras doses deverão chegar em janeiro do próximo ano.

A Agência Europeia do Medicamento acredita conseguir autorizar a administração de vacinas já em dezembro.

O número de doses vai sendo atualizado à medida que a União Europeia formalize novos contratos com farmacêuticas.

"As vacinas são distribuídas de acordo com uma grelha definida pela Comissão Europeia, tendo em conta a população de cada estado membro. Serão distribuídas simultaneamente a todos os estados membros e nas mesmas condições", diz o primeiro-ministro, António Costa.

COMPANHIAS DE NAVEGAÇÃO PREPARAM ESTRATÉGIA DE DISTRIBUIÇÃO DA VACINA CONTRA A COVID-19

A DHL está a preparar o carregamento de navios para distribuir a vacina assim que estiver pronta. O prazo de validade e a temperatura no transporte e armazenamento são indicadores-chave, tanto na navegação como na aviação.

O especialista em aviação e ex-comandante de Linha Aérea diz que as companhias aéreas não estavam preparadas para o desafio mas acredita que será uma oportunidade para fazer face à crise no setor.

“Ter vários produtos no mercado é importante”

Há mais avanços no desenvolvimento de vacinas contra a covid-19. A AstraZeneca, em colaboração com a Universidade de Oxford, anunciou bons resultados nos testes realizados com voluntários mais velhos, acima dos 70 anos.

Para o imunologista e investigador da Fundação Champalimaud, esta notícia - à semelhante das que deram a conhecer a eficácia das vacinas da Pfizer e Moderna - é “muito encorajadora”.

Henrique Veiga Fernandes considera que ter diferentes vacinas de diferentes fabricantes no mercado “é absolutamente crítico”, tanto do ponto de vista da distribuição geográfica como permite também escolher o produto mais indicado para cada pessoa.

Relembra que as tecnologias usadas pelas farmacêuticas Pfizer e Moderna são muito “diferentes e novas” e que ter vários produtos igualmente eficazes e seguros no mercado é fundamental.