Coronavírus

Mais 74 mortes e 4.044 casos de Covid-19 em Portugal

Armando Franca

Quase 500 doentes internados em UCI, o número mais alto desde o início da pandemia.

Especial Coronavírus

Portugal registou nas últimas 24 horas 4.044 novos casos de infeção e mais 74 mortes associadas à doença Covid-19, segundo o boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS) desta segunda-feira.

Desde o início da pandemia em Portugal morreram 3.971 pessoas dos 264.802 casos de infeção confirmados.

Há mais 7 doentes internados nas Unidades de Cuidados Intensivos, totalizando 498, um novo máximo desde o início da pandemia. Em relação aos internamentos em enfermaria, há mais 90 pessoas internadas, totalizando agora 3.241.

A DGS revela que estão ativos mais 62 casos de infeção em relação a quinta-feira, num total de 84.004. Foram dados como recuperados mais 3.908 doentes, 176.827 desde o início da pandemia.

As autoridades de saúde têm agora sob vigilância 82.025 pessoas.

No que diz respeito aos 4.044 novos casos, 2.258 registam-se na região Norte, 1.052 em Lisboa e Vale do Tejo, 490 na região Centro, 68 no Alentejo, 126 no Algarve, 31 nos Açores e 19 na Madeira.

Das 74 mortes a lamentar nas últimas 24 horas, 35 ocorreram na região Norte, 26 em Lisboa e Vale do Tejo, 10 na região Centro, duas no Alentejo e uma no Algarve.

DADOS POR GÉNERO E FAIXA ETÁRIA

Os casos confirmados distribuem-se por todas as faixas etárias, situando-se entre os 20 e os 59 anos o registo de maior número de infeções.

O novo coronavírus já infetou em Portugal pelo menos 116.915 homens e 143.055 mulheres, de acordo com os casos declarados.

O boletim de hoje refere que há 4.832 casos confirmados de sexos desconhecidos que se encontram sob investigação, uma vez que estes dados não são fornecidos de uma forma automática.

Do total de vítimas mortais, 2.056 eram homens e 1.915 mulheres.

O maior número de óbitos continua a concentrar-se nas pessoas com mais de 80 anos.

AS NOVAS MEDIDAS NO NOVO ESTADO DE EMERGÊNCIA

Veja aqui o documento na íntegra com as novas medidas para o estado de emergência.

A partir da meia-noite, passamos a ter um Portugal a quatro velocidades, mediante a gravidade do risco de contágio por Covid-19.

A principal novidade é a manutenção das medidas aplicadas ao fim de semana para os concelhos de maior risco e também a proibição de circular entre concelhos nos dois fins de semana prolongados de dezembro.

O primeiro-ministro, António Costa, admite que o país possa ter de viver em estado de emergência durante, pelo menos, mais um mês para tentar controlar a pandemia.

Saiba mais sobre as novas medidas através do site oficial covid19estamoson.gov.pt

AstraZeneca anuncia que vacina para a Covid-19 tem eficácia de 70%

A AstraZeneca anunciou esta segunda-feira que a vacina para o novo coronavírus, desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford, apresentou uma eficácia média de 70% na proteção contra o vírus em dois segmentos do estudo.

Dado Ruvic

A vacina para o novo coronavírus desenvolvida pela Universidade de Oxford impede que 70% das pessoas desenvolvam a covid-19, segundo resultados provisórios dos ensaios clínicos em grande escala desenvolvidos no Reino Unido e no Brasil, diz a AstraZeneca.

Como explica a BBC estes resultados podem ser um triunfo e ao mesmo tempo uma deceção depois dos resultados anunciados pelas farmacêuticas Pfizer e Moderna, onde a eficácia demonstrada era superior a 90%.

No entanto, a vacina de Oxford é muito mais barata, mais fácil de armazenar e de chegar a todos os cantos do mundo em relação às outras duas, o que pode significar que terá um papel significativo no combate à pandemia, se for aprovada pelos reguladores, adianta a BBC. Esta vacina pode ser armazenada, transportada e manuseada em condições normais de refrigeração (2-8 graus Celsius) por pelo menos seis meses.

Os investigadores de Oxford realizaram o processo normal de desenvolvimento de uma vacina, que levaria uma década, em apenas 10 meses.

Segundo a nota divulgada, nenhuma hospitalização ou casos graves da doença foram relatados entre os participantes nos testes que receberam a vacina e houve 131 casos de covid-19 registados na análise provisória.

“O anúncio de hoje [segunda-feira] leva-nos mais perto do momento em que podemos usar as vacinas para acabar com a devastação causada [pelo vírus]”, disse a responsável pelo desenvolvimento da vacina, Sarah Gilbert.

A farmacêutica acrescenta ainda que a eficácia poderá mesmo chegar aos 90% "sob um regime de dosagem".

Um regime de dosagem mostrou uma eficácia da vacina de 90% quando foi administrada inicialmente em meia dose, seguida por uma dose completa com pelo menos um mês de intervalo. Outro regime de dosagem mostrou uma eficácia de 62% quando administrada em duas doses completas com pelo menos um mês de intervalo.

A análise combinada de ambos os regimes de dosagem resulta numa eficácia média de 70%, explica a empresa, acrescentando que "mais dados continuarão a ser acumulados e análises adicionais serão desenvolvidas, refinando a leitura da eficácia para estabelecer a duração da proteção" conferida.

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