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Ljubomir: “Disseram-me que não estava bem. Eu achava que estava a sentir-me bem”

Há seis dias em greve de fome, o chef afirma que irá continuar o protesto até ser recebido pelo Governo.

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O chef Ljubomir Stanisic regressou à greve de fome depois de ter sido encaminhado para o hospital durante a noite de quarta-feira, sublinhando que está “firme e hirto” para continuar o protesto.

“Tive uma pequena quebra, caí aqui. Tentaram-me levantar e eu tropecei. Estava aqui o INEM, assistiram e disseram-me que não estava bem. Eu achava que estava a sentir-me bem, sinceramente”, conta o chef.

Ljubomir conta ainda que os níveis de glicemia estavam baixo e tinha ainda dores no peito, pelo que acabou por ser encaminhado para o hospital, onde fez várias análises.

“O coração estava bem, um pouco com batidas cardíacas exageradas por causa do stress ontem [quarta-feira] da informação que recebi, de negas de sermos recebido. Eu acho que me irritei, é normal com fome isso acontecer”, explica.

Depois de realizar análises ao sangue, Ljubomir afirma que assinou um termo de responsabilidade no hospital para poder regressar ao protesto. Recusa fazer disto um “grande drama” e promove uma greve de fome “silenciosa”.

Empresários continuam a pedir uma reunião

Os empresários não se reveem nas posições defendidas pelas organizações que representam o setor e continuam a exigir ser recebidos pelo ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, ou pelo primeiro-ministro. Aos políticos deixa críticas sobre a falta de disponibilidade para marcar uma reunião.

“Eles devem ter agendas cheiíssimas. Às vezes vão visitar uma queijaria, como aconteceu há dias atrás, o professor Marcelo vai visitar outras coisas que não têm interesse praticamente nenhum. Talvez tenha para a imagem deles, mas para a ajuda social e o apoio governamental deste país? Acho que é preciso ouvir um pouco os empresários que estão a passar a crise na sua própria pele. Fica nas mãos deles”, critica Ljubomir.

Sobre os partidos que visitaram o local da manifestação, Ljubomir considera que “é muito triste” que o PS ainda não tenha descido a escadaria para se encontrar com os manifestantes, referindo que é o partido que mais votos recebeu dos portugueses.

Ljubomir aproveitou o momento para pedir desculpa a Francisco Rodrigues dos Santos, líder do CDS, por não o conhecer, justificando que a atitude com o estado emocional que enfrenta devido à privação de alimentos. Também considerou errada a atitude que teve ao recusar receber André Ventura, deputado único do Chega.

“Vocês têm de perceber que nós estamos a passar extremos. A minha saúde vital não está boa. O meu cérebro… Eu não me lembro de metade do dia e eles estão a gozar comigo a manhã toda porque eu não me ter lembrado de falar aqui ontem com o deputado. E eu juro que não me lembro de falar com ele”, disse o chef.