O Parlamento aprovou esta sexta-feira o prolongamento do estado de emergência em Portugal. E ao início da noite, o Presidente da República fez uma declaração ao país onde decretou a sua renovação.
"O Presidente da República lança aqui algumas pistas, mas quem decide é António Costa", começa por dizer Bernardo Ferrão em análise no Jornal da Noite da SIC.
Bernardo Ferrão explica que nas primeiras conversações que houve, o primeiro-ministro "teria a ideia inicial de que poderia haver quatro dias de alguma folga" ou seja de circulação mais livre entre concelhos entre os dias 23 e 26 de dezembro, no entanto e depois da reunião de quinta-feira no Infarmed, António Costa "pode ter percebido que essa era uma ideia um pouco arriscada".
"O período pode ter encurtado e amanhã [sábado] pode ser anunciado que esse alívio para as medidas para o Natal será só entre 24 e 25 (...) mas com limitação do número de pessoas nas casas dos portugueses."
A ideia do Governo é "um Natal com menos restrições" para que se "possa respeitar o espírito do Natal", como disse Marcelo Rebelo de Sousa.
Outra das hipóteses em cima da mesa é um "recolher obrigatório mais alargado, ou seja até mais tarde", diz Bernardo Ferrão, "para que as pessoas possam ir à Missa do Galo".
António Costa anuncia este sábado, às 15:00, as medidas em vigor até dia 7 janeiro, período que inclui o Natal e o Ano Novo.
