Coronavírus

Covid-19. Marcelo promulga decreto do Governo que regulamenta estado de emergência

Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República

RUI OCHOA/PR

Presidente da República promulgou o decreto do Governo que regulamenta a prorrogação do estado de emergência entre quarta-feira e 23 de dezembro.

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O Presidente da República promulgou o decreto do Governo que regulamenta a prorrogação do estado de emergência entre quarta-feira e 23 de dezembro para contenção da covid-19, cujas principais medidas foram apresentadas no sábado pelo primeiro-ministro.

Esta promulgação foi divulgada no sábado à noite no portal da Presidência da República na Internet.

A prorrogação do estado de emergência foi decretada pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, na sexta-feira, aplicando-se ao período entre as 00:00 de quarta-feira, 9 de dezembro, e as 23:59 de 23 de dezembro, mas já com a perspetiva de nova renovação até 7 de janeiro de 2021, abrangendo o Natal e o Ano Novo.

O decreto regulamentar aprovado em Conselho de Ministros mantém, no essencial, as regras atualmente vigentes, mas estabelece medidas especiais para o período do Natal e do Ano Novo.

O Governo destaca que a proibição de circulação na via pública em vigor nos concelhos de risco elevado, muito elevado e extremo não se aplica no dia 23 de dezembro, após as 23:00, e até às 05:00 do dia seguinte, para as pessoas que se encontrem em viagem, nem nos dias 24 e 25 de dezembro, das 23:00 às 02:00 do dia seguinte.

Também não é aplicável entre as 05:00 de 31 de dezembro e as 02:00 de 11 de janeiro de 2021.

No sábado, em conferência de imprensa, o primeiro-ministro, António Costa, afirmou que o Governo procederá em 18 dezembro à avaliação das medidas previstas para o Natal e Ano Novo, dependendo o grau de abertura da evolução da situação epidemiológica nas duas próximas semanas.

"Tenho de ser franco e falar claro e verdade aos portugueses: Se as coisas não continuarem a correr como até aqui, se as coisas se alterarem radicalmente, se voltarmos a ter um crescimento exponencial da epidemia, teremos de puxar o travão de mão", declarou António Costa.

Logo a seguir, deixou mais um aviso: "Não quero definir uma linha vermelha e quero insistir que está ao nosso alcance termos uma via verde [para o Natal e Ano Novo], continuando a cumprir as regras na próxima quinzena da mesma maneira como temos cumprido nos últimos 15 dias".