Coronavírus

Covid-19. Reação alérgica à vacina não é "razão de alarme", diz especialista

Miguel Prudêncio considera que a identificação destes casos mostra que a monitorização "está a ser feita como deve ser".

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O Reino Unido anunciou, esta quarta-feira, que as pessoas com “fortes reações alérgicas” não devem tomar a vacina contra a covid-19 desenvolvida pela Pfizer e pela BioNTech, depois de duas pessoas terem desenvolvido reações alérgicas. Miguel Prudêncio, investigador do Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa (IMM), explica que este alerta é “um bom indicador de que a monitorização da administração da vacina está a ser feita como deve ser e em tempo real”.

“Não é nenhuma razão de alarme, pelo contrário é uma razão para termos confiança em que o processo está a ser bem monitorizado”, disse o especialista na Edição da Tarde da SIC Notícias.

Miguel Prudêncio esclarece ainda que os dois casos de reações alérgicas ocorreram em “pessoas que já tinham um historial de reações alérgicas graves a medicamentos ou alimentos”, tendo desenvolvido uma “reação alérgica à vacina que foi moderada” e de “efeito passageiros”.

O investigador ressalva, no entanto, que estas reações são diferentes dos efeitos secundários e que não colocam em causa a segurança das vacinas.

“Os resultados dos ensaios são perfeitamente conclusivos e estão bem identificados os dados que se obtiveram desses ensaios. O que a Agência Europeia do Medicamento, como qualquer agência reguladora, faz é indicar que vai continuar a haver uma monitorização”, afirma.

Miguel Prudêncio reforça que durante a monitorização dos ensaios clínicos da vacina da Pfizer e BioNTech – e das restantes vacinas que procuram aprovação junto das agências reguladoras – não foram identificados “efeitos adversos graves, inesperados, que possam advir da administração da vacina”

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