Coronavírus

Covid-19. Vacina da Pfizer deve estar autorizada até ao final do ano

Frank Augstein

Garantia dada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse esta sexta-feira esperar ter autorizada até final do ano a vacina da BioNThec/Pfizer para a covid-19.

"Ambicionamos ter a vacina da BioNThec/Pfizer autorizada até final do ano, dependendo do parecer da EMA (Agência Europeia para o Medicamento)", disse.

A presidente do executivo comunitário, que falava na conferência de imprensa final do Conselho Europeu, adiantou que o parecer da EMA para a vacina da Moderna deverá ser divulgado em meados de janeiro, continuando a ser estudada a de Oxford e AstraZeneca.

No entanto, salientou, "é a vacinação e não as vacinas que salva vidas", apelando aos Estados-membros que finalizem os preparativos para o lançamento dos programas de vacinação.

"Estamos prontos para apoiar", referiu.

A presidente cessante do Conselho da União Europeia (UE) já tinha adiantado, na mesma conferência de imprensa, que uma das prioridades do seu sucessor, António Costa, será a "União Europeia da saúde".

A presidência portuguesa da UE arranca em 1 de janeiro, por um período de seis meses.

Primeiras doses da vacina da Pfizer chegam ao Canadá nos próximos dias

As primeiras 30 mil vacinas da Pfizer/BioNTech contra a covid-19 chegam ao Canadá nos próximos dias e, na segunda-feira, deverão estar prontas a serem administradas.

Em comunicado, e segundo agência Reuters, as autoridades de saúde esclarecem que a vacina vai ser administrada em pessoas com mais de 16 anos e também que as pessoas de grupos de risco têm prioridade.

O Canadá encomendou 20 milhões de doses desta vacina, o suficiente para administrar em 10 milhões de pessoas. O país fez ainda acordos mais sete farmacêuticas.

Depois do Reino Unido e do Bahrain, o Canadá é o terceiro país do mundo a aprovar a vacina.

Painel de investigadores norte-americanos dá voto favorável à vacina da Pfizer

O painel de investigadores independentes que atua como conselheiro da autoridade reguladora norte-americana (FDA) deu, esta quinta-feira, um parecer positivo à vacina contra a covid-19, desenvolvida pelo consórcio Pfizer/BioNTech. Com base nesta votação, é previsível que a FDA autorize a distribuição da vacina pela população nos próximos dias.

O comité realizou uma votação para determinar se os benefícios da vacina superam os riscos nos indivíduos com mais de 16 anos: 17 investigadores votaram a favor e quatro votaram contra. Normalmente, a FDA segue os conselhos do comité, mas não é obrigada a fazê-lo.

O pedido de autorização de emergência submetido pela Pfizer/BioNTech abrange os cidadãos dos 16 aos 85 anos, mas uma das questões colocadas pelos investigadores é se faz sentido incluir os jovens de 16 e 17 anos, uma vez que estes apresentam baixo risco individual de contaminação.

O painel de investigadores discutiu também as questões relacionadas com as reações alérgicas à vacina, tendo como base o caso dos dois profissionais de saúde britânicos, e a intenção de se distribuir este fármaco pelos voluntários que receberam placebo durante os ensaios clínicos.

O documento produzido pela FDA antes da reunião do comité não inclui novos problemas associados à segurança e eficácia da vacina, o que leva a crer que, em breve, os Estados Unidos irão juntar-se ao grupo de países que aprovou a administração da vacina da Pfizer/BioNTech.