Coronavírus

Covid-19. Chefe de segurança de Marcelo testa positivo 

RUI OCHOA/PR

Foi o factor que impediu Marcelo Rebelo de Sousa de participar no debate com todos os outros candidatos à Presidência da República.

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O chefe de segurança do Presidente da República testou positivo à covid-19, na terça-feira.

A notícia foi avançada pelo Público, que adianta que este terá sido o motivo para as autoridades de saúde terem mudado de posição sobre a ida de Marcelo Rebelo de Sousa ao último debate eleitoral, na RTP.

O Presidente da República e recandidato ao cargo mostrou-se "muito irritado" com a contradição das autoridades de saúde, por não ter resposta.

"Eu sinto-me muito irritado porque não me dão, por escrito, uma posição sobre se eu podia ir ao debate ou não. E, portanto, eu não tendo uma posição, esperei, esperei, a primeira posição era que eu podia ir, a segunda era que não, verbalmente, estou à espera de uma reunião, e, na dúvida, vim para casa, para fazer (o debate) de casa, não ia fazer de Belém. O debate não é com o Presidente da República, é com o candidato. O mínimo é haver uma resposta por escrito" das autoridades sanitárias, defendeu o chefe de Estado.

Entretanto, Marcelo foi informado que o chefe de segurança tinha testado positivo ao novo coronavírus. No domingo, tinham estado juntos no Palácio de Belém e o contacto foi considerado como de possível alto risco pelas autoridades sanitárias.

O chefe de Estado acabou por participar no último debate eleitoral através de videoconferência.

Marcelo fez quatro testes, um positivo e três negativos

O Presidente da República, está, afinal, negativo à covid-19. O resultado final surgiu depois de um quarto teste que Marcelo rebelo de Sousa fez na manhã desta terça-feira e que foi analisado e validado pelo Instituto Ricardo Jorge.

Marcelo Rebelo de Sousa ficou em isolamento na segunda-feira, depois de ter sabido que um dos dois testes que tinha feito estava positivo o novo coronavírus. As contra-análises feita por equipas do INEM e analisadas no Instituto Ricardo Jorge deram negativo.

Ou seja, o Presidente fez quatro testes, os últimos três pelo mesmo método e com resultados diferentes. Os casos de falsos negativos acontecem em cerca de 2% das situações. Já os falsos positivos são ainda mais raros.

Podem acontecer por causa de contaminações em laboratório ou no final da infeção quando o vírus já se desintegrou, mas o teste continua a detetar os fragmentos.

O Presidente da República é testado regularmente à covid-19. A frequência dos testes aumento depois de, na última semana, um assessor ter testado positivo.