Coronavírus

Rui Rio pede a António Costa para encerrar escolas já esta quinta-feira

PAULO NOVAIS

O apelo do presidente do PSD.

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O presidente do PSD, Rui Rio, pediu esta quarta-feira ao primeiro-ministro, António Costa, que encerre as escolas, a partir de quinta-feira, como forma de conter a epidemia de covid-19.

"Faço-lhe um apelo público para que determine o encerramento das escolas" a partir de quinta-feira, escreve Rui Rio, em comunicado, no seguimento das notícias de que Costa "vai repensar, ainda hoje, a questão das aulas presenciais".

O líder social-democrata afirmou que, desde o início da crise epidémica em Portugal, em março de 2020, "o PSD tem facilitado ao Governo todos os instrumentos de que necessita para o combate à pandemia", apesar de o executivo "pouco querer ouvir" o maior partido de oposição.

E deu como exemplo a "possibilidade de adiamento das eleições" ou a proposta de "encerramento das escolas a partir do 6.º ano".

"O Governo decretou um confinamento muito permissivo, sendo que o funcionamento pleno das escolas é o caso mais evidente dessa permissividade", alegou Rui Rio, que cumpre hoje o último dia de confinamento profilático por contacto com uma pessoa infetada.

Governo reúne-se com epidemiologistas sobre fecho das escolas. Decisão "entre hoje e amanhã"

A ministra da Saúde, Marta Temido, e a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, estão esta quarta-feira reunidas com epidemiologistas para avaliar o encerramento das escolas.

Marta Temido e Mariana Vieira da Silva vão estar com o primeiro-ministro, já depois da reunião, assim que António Costa chegar de Bruxelas, onde discursou esta quarta-feira de manhã.

O anúncio da reunião foi feito pelo primeiro-ministro, em Bruxelas: "A senhora ministra da Saúde e a ministra da Presidência vão reunir hoje [quarta-feira] ao fim do dia com os epidemiologistas, eu tive a oportunidade ainda há pouco de falar com o Presidente da República, e quando chegar logo à noite a Lisboa irei reunir também com a ministra da Saúde e com a ministra da Presidência. Amanhã [quinta-feira] temos Conselho de ministros, e portanto estamos a avaliar a evolução da situação", disse.

"ENTRE HOJE E AMANHÃ" SERÁ DECIDIDO O ENCERRAMENTO DAS ESCOLAS

"É uma questão que se vai colocar entre hoje e amanhã." Esta foi a resposta de Marcelo Rebelo de Sousa a um aluno do liceu Pedro Nunes, que lhe perguntou sobre o encerramento das escolas.

Marcelo Rebelo de Sousa falava perante cerca de 50 alunos no auditório da Escola Secundária Pedro Nunes, em Lisboa, numa ação de campanha como candidato às eleições presidenciais do próximo domingo.

Segundo o chefe de Estado, o Governo irá ponderar "se se deve esperar até à sessão com os epidemiologistas marcada para terça-feira" para tomar uma decisão sobre a manutenção ou não da abertura de escolas.

Marcelo Rebelo de Sousa apontou como "dados adicionais relevantes" a ter em conta nessa decisão o crescimento de casos em Portugal da "variante britânica" do novo coronavírus e a "disseminação social nas escolas".

"Essa ponderação muito serena tem de se fazer", afirmou.

MÁRIO CRUZ

Portugal regista novos máximos diários de mortes e casos de covid-19

Portugal regista esta quarta-feira novos máximos: mais 219 mortes relacionadas com a covid-19 e 14.647 novos casos de infeção, segundo o boletim da Direção-Geral da Saúde.

O máximo diário de mortes tinha sido registado esta terça-feira, com 218 óbitos a lamentar.

O máximo de casos de infeção tinha sido de 10.947 registado a 16 de janeiro.

Desde o início da pandemia, Portugal já registou 9.465 mortes e 581.605 casos de infeção pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, estando esta quarta-feira ativos 143.776 casos, mais 7.935 em relação a ontem.

Quanto aos internamentos hospitalares, o boletim epidemiológico da DGS revela que estão internados 5.493 doentes, mais 202 em relação a terça-feira, das quais 681 em cuidados intensivos, mais 11.

As autoridades de saúde têm sob vigilância 184.034 contactos, mais 9.679 relativamente a ontem.

O boletim revela ainda que foram dados como recuperados mais 6.493 doentes. Desde o início da pandemia em Portugal, em março, já recuperaram 428.634 pessoas.

Pedro Nunes

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