Coronavírus

Covid-19: Organização Mundial de Saúde aprova uso de vacina da Moderna

Gary Coronado / POOL

A OMS recomenda que as duas doses sejam tomadas com um intervalo de 28 dias.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou esta terça-feira que aprova o uso da vacina da empresa farmacêutica norte-americana Moderna contra a covid-19, recomendando que as duas doses sejam tomadas com um intervalo de 28 dias.

O grupo de peritos que aconselha o diretor geral daquela agência das Nações Unidas admite que, em caso de grande necessidade, haja um intervalo de 42 dias entre as doses da vacina, mas desaconselha que se dê apenas uma dose para conseguir que mais pessoas sejam vacinadas, sobretudo em países com uma alta taxa de infeções pelo novo coronavírus.


Embora a OMS ainda não tenha dado autorização para uso de emergência à vacina da Moderna, espera-se que a avaliação esteja concluída até ao fim de fevereiro.


Segundo o Grupo Estratégico Consultivo de Peritos (SAGE, na sigla em inglês), que se reuniu no dia 21, as pessoas que façam viagens internacionais não devem ser privilegiadas na vacinação, a não ser que estejam entre os grupos de risco mais elevado.

"No período atual, em que o fornecimento de vacinas é muito limitado, a vacinação preferencial dos viajantes internacionais iria contra o princípio da equidade", afirmou o grupo.


"Por esta razão, e devido à falta de provas de que a vacinação reduz o risco de transmissão, a OMS não recomenda a vacinação de viajantes contra a Covid-19", acrescentam, indicando que esta recomendação será revista à medida que aumente o fornecimento da vacina.


O painel desaconselhou que a vacina seja dada a mulheres grávidas, a não ser que os benefícios da vacinação ultrapassem os riscos potenciais, tratando-se de pessoas com outras doenças ou profissionais de saúde com alto risco de infeção.


Recomendam ainda que as pessoas com testes PCR positivos adiem a vacinação por seis meses.

Moderna produz reforço da vacina contra a variante sul-africana

A vacina da Moderna é eficaz contra novas variantes do coronavírus que surgiram na Grã-Bretanha e na África do Sul, garante a empresa de biotecnologia norte-americana.

Segundo a farmacêutica, a proteção é mais eficaz no combate da variante britânica. Por isso, já estão a acelerar os trabalhos para desenvolver um reforço da vacina com maior proteção contra a variante sul-africana.

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