Coronavírus

Problema na rede de oxigénio no Amadora-Sintra. "Governo fará todos os esforços para que não se repita”

RODRIGO ANTUNES

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde reconhece dificuldades.

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O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, garantiu esta quarta-feira que o Governo fará todos os esforços necessários para que situações como a que aconteceu na terça-feira no hospital Amadora-Sintra não se voltem a repetir.

O governante explicou que esta unidade hospitalar tem mais de 150 doentes com ventilação não invasiva, que exige altos fluxos de oxigénio, e que, preventivamente foram transferidos doentes para evitar constrangimentos na rede de oxigénio.

Lacerda Sales reconhece as dificuldades, mas garante que o Governo fará os esforços necessários para que sejam ultrapassadas, afirmando que as autoridades estão “atentas aos sinais do terreno” e às taxas de esforço dos hospitais, fazendo a gestão de acordo com a necessidade.

Rede de oxigénio do Amadora-Sintra estabilizada. Transferidos mais de 40 doentes

Pelo menos 43 doentes foram transferidos durante a noite do Hospital Amadora-Sintra para outras unidades na região de Lisboa, estando prevista ainda esta quarta-feira a transferência de pelo menos mais 19 doentes, neste caso para o Hospital da Luz.

Entretanto, o Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca (HFF) informou que a rede de oxigénio que na terça-feira tinha sofrido problemas devido a uma sobrecarga já está a funcionar de forma estabilizada e “dentro dos padrões de segurança”.

A falha obrigou, na noite terça para quarta-feira, à transferência de 43 doentes, e não aos 53 como inicialmente foi apontado, para outras unidades de saúde de Lisboa, nomeadamente para o Hospital Santa Maria, Hospital das Forças Armadas, Hospital de Setúbal e Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental.

REDE DE OXIGÉNIO NÃO COLAPSOU

Em comunicado, o HFF informou ainda que nunca esteve em causa a disponibilidade de oxigénio ou o colapso da rede, sendo que os problemas se deveram apenas a “dificuldades em manter a pressão”. O hospital garante ainda nenhum doente correu perigo em consequência da sobrecarga.

“Em momento algum os doentes internados estiveram em perigo devido a esta ocorrência, tendo as flutuações da rede sido colmatadas com recurso a garrafas de oxigénio, envolvendo a mobilização de vários profissionais, cujo esforço se enaltece e agradece publicamente”.

O Amadora-Sintra é o hospital da região Lisboa com mais doentes covid-19 internados: 363 à data de terça-feira, registando-se um aumento de 400% desde 1 de janeiro.

HOSPITAL TEM EM CURSO UM CONJUNTO DE OBRAS PARA REFORÇO DA REDE DE FORNECIMENTO DE OXIGÉNIO

Segundo a nota, o "HFF tem já em curso um conjunto de obras para reforço da rede de fornecimento de oxigénio. Está em curso um reforço da rede de gases medicinais que serve esta unidade, designadamente as áreas das enfermarias, serviços de urgência, unidades de cuidados intensivos, entre outras".

"Na semana passada foi instalada uma nova rede de oxigénio na Torre Amadora para reforço da rede já existente, visando a manutenção de fluxos e estabilização da rede de oxigénio", referiu o documento citado pela Lusa.

Segundo o hospital, teve igualmente início "os trabalhos para a instalação de um novo tanque de oxigénio que funcionará em paralelo com o existente. Esta nova infraestrutura, que se estima ficar concluída dentro de três semanas, vai dar resposta a eventuais necessidades de aumento do consumo".

Além disso, de acordo com a nota, tiveram também já início os trabalhos de instalação de uma rede redundante na Torre Sintra, que tal como a rede redundante instalada na outra torre irá reforçar a rede de gases medicinais já existente.

Adicionalmente, segundo o hospital, vai também ser instalado um tanque de oxigénio para alimentar em exclusivo a área dedicada a doentes respiratórios do Serviço de Urgência e que ficará independente da rede principal do Amadora-Sintra.

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