Coronavírus

Covid-19. Apenas 15% dos utentes que chegam às urgências do Santa Maria são prioritários

Pedro Nunes

O centro hospitalar deixa apelo à população para evitar filas e grandes tempos de espera nas urgências covid-19.

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O hospital Santa Maria diz que apenas 15% dos doentes que são transportados de ambulância justificam urgência hospitalar. A administração pede à população que apenas recorra ao transporte de ambulância em situações de gravidade.

Na noite desta quarta-feira voltou a haver fila de espera para aceder à urgência covid-19 à porta do hospital. Chegaram a ser cerca de 30 veículos com equipas e doentes à espera sem sair do local.

De luzes acesas mas em silêncio, os bombeiros realizaram um protesto contra a situação que tem sido recorrente. Os bombeiros quiseram chamar a atenção para a necessidade do reforço de meios hospitalares e queixavam-se de terem estado várias horas sem receber comida.

O protesto durou alguns minutos, até o hospital pedir que desligassem as luzes para não perturbar os doentes internados.

Fila de ambulâncias manteve-se de manhã

Durante a manhã desta quinta-feira, foram registados entre 10 e 15 ambulâncias com doentes a aguardar serem atendidos no hospital Santa Maria.

Atualmente, há 12 camas livres em enfermaria, mas 50 doentes esperam por uma vaga enquanto recebem tratamento nas urgência covid-19. Nas unidades de cuidado intensivo, não há nenhuma vaga.

Para aumentar a capacidade de resposta, foi também criada uma enfermaria com 24 camas no hospital Polido Valente, que também faz parte do Centro Hospitalar Lisboa Norte. No Santa Maria será realizada uma intervenção que permita o atendimento em simultâneo de 51 doentes, um aumento de 18 utentes face ao que acontece atualmente.

Centro hospitalar deixa apelo à população

Ainda durante a noite, o Centro Hospitalar Lisboa Norte emitiu um comunicado onde explicava que 70% dos doentes atendidos esta quarta-feira nas urgências do Santa Maria eram provenientes das áreas de outros hospitais, um fator que acaba por agravar os picos de afluência.

Para além disso, o hospital avança ainda que só 15% dos utentes transportados de ambulância neste momento justificam o recurso à urgência. Os restantes 85% são triados com prioridade verde ou azul, sendo, por isso, uma sobrecarga evitável para o serviço.

Com este contexto, o centro hospitalar apela à população que só recorra ao transporte de ambulância em situações justificadas e, nos casos menos urgentes, opte por ir primeiro aos centros de saúde.

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