Coronavírus

Equipa da OMS estuda origem da covid-19 em alimentos congelados

A investigação em Wuhan avança que é improvável que o SARS-CoV-2 tenha sido criado em laboratório.

Marion Koopmans e Peter Ben Embarek, da Organização Mundial de Saúde (OMS), despedem-se de Liang Wannian, responsável da OMS-China, no final da missão para identificar a origem da pandemia, em Wuhan, China.
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As primeiras conclusões da missão da Organização Mundial de Saúde (OMS) enviada à China para investigar as origem da atual pandemia já são conhecidas: o vírus não saiu de um laboratório, mas desconhece-se qual foi o animal que transmitiu. A equipa suspeita de casos registados ainda antes de dezembro de 2019 e analisa as hipóteses que indicam que os alimentos congelados podem estar na origem da doença.

Wuhan, na China, é chamado o ponto zero da atual pandemia. E foi aqui que nas últimas duas semanas os especialistas de 10 países visitaram hospitais, institutos de pesquisa e os mercados de marisco e de animais selvagens, onde surgiram as primeiras infeções.

A investigação deu tempo suficiente para considerar já como improvável que o SARS-CoV-2 – o vírus que causa a covid-19 – tenha sido criado em laboratório. Novas hipóteses de estudo indicam que os alimentos congelados podem estar na origem da covid-19.

Por confirmar, está ainda quem é o animal reservatório do novo coronavírus. As primeiras pistas indicam os morcegos, que representam mais de 25% dos mamíferos do mundo. Falta saber qual terá sido a espécie transmissora da doença aos humanos. Como intermediários, foram inicialmente apontados os pangolins – muito traficados e procurados por clientes chineses de carnes exóticas.

Depois de 14 meses do início oficial da pandemia, estas são já consideradas conclusões que pouco adianta ao que já se sabia. A aceitação tardia da China em receber a missão da OMS já foi criticada por especialistas.